A falta de integração entre as linhas metropolitanas e a demora no transporte intermunicipal ainda são algumas das principais preocupações dos municípios da
Ainda considerada uma “cidade-dormitório” — quando a população trabalha ou estuda em cidades vizinhas —, Ribeirão das Neves possui, de acordo com o
Neste ano, o
Apesar de reconhecer o avanço com a renovação da frota, Raposo afirma, no entanto, que “o problema do transporte ainda não foi resolvido”.
Em outubro de 2025, o
O planejamento inclui a
O projeto ainda prevê três linhas de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), com 92 quilômetros de extensão, contemplando Contagem, Betim, Belo Horizonte e também Ribeirão das Neves.
O estudo prevê o uso de Parcerias Público-Privadas (PPPs), fundos garantidores e captação de recursos tarifários para viabilizar as obras.
Investimentos na área da saúde
Além do transporte metropolitano, segundo o prefeito, outro grande problema de Ribeirão das Neves está na área da saúde, especificamente no fornecimento de medicamentos. De acordo com Raposo, no início da gestão, foram investidos cerca de R$ 10 milhões apenas na compra de remédios para “estabilizar o abastecimento” nos postos de saúde.
Ainda em dezembro deste ano, Raposo garantiu a entrega de uma nova Unidade Básica de Referência (UBR) no bairro Campo Silveira, na região Central de Ribeirão das Neves. Segundo o prefeito, a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Veneza também está em fase final, com entrega prevista para o segundo semestre de 2026.
Também no ano que vem, o município espera dar início às obras do novo hospital geral. Atualmente, em Ribeirão das Neves, quem busca atendimento médico que exige internação ou cirurgia, em casos mais complexos, pelo serviço público de saúde, depende exclusivamente do
Em outubro, a Câmara Municipal de Ribeirão das Neves aprovou, em definitivo, um pedido de empréstimo da prefeitura no valor de R$ 88 milhões para a construção de um novo hospital. A estimativa é que o financiamento gere uma dívida total de até R$ 135 milhões para o município. “Estamos em conversas com as instituições bancárias que podem financiar essa obra. Já conversamos com a Caixa Econômica Federal, com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e até com o próprio Banco do Brasil (BB) para entender quais oferecem as melhores condições. Vamos conduzir isso no início do ano”, disse.
Estereótipo de cidade “dos presídios”
Questionado pela Itatiaia sobre a pauta da
Raposo, no entanto, reconhece que são necessários mais investimentos por parte do governo de Minas na segurança pública. “Entendemos que as forças do Estado precisam, sim, de novos investimentos, seja a Polícia Civil ou a Militar. Precisamos, junto com as esferas estadual e federal, elaborar políticas públicas de prevenção à violência”, disse.
Privatização da Copasa
Um levantamento do Instituto Trata Brasil apontou que metade da água tratada em Ribeirão das Neves, na Grande BH, não chega às residências. O município ocupa o quarto lugar no ranking nacional de desperdício, com 57,6% de perdas.
Segundo a pesquisa, os desperdícios ocorrem principalmente por dois motivos:
Questionado pela reportagem, uma vez que Ribeirão das Neves é uma das cidades que concedem à Copasa o direito de explorar os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto, Raposo afirmou que dizer se é a favor ou contra a privatização seria uma resposta “muito fria”. “Quando a população fica sem água, o prefeito é responsabilizado, mesmo que não seja o responsável direto pelo serviço. Ele é responsável pela cidade. Isso tem incomodado os prefeitos, e tenho certeza de que, em muitos lugares, tem acontecido a mesma coisa”, avaliou.
Na última quarta-feira (17), a