Vereador é preso pela segunda vez em operação que investiga fraudes e desvio de dinheiro público

Conhecido como ‘Cachoeira do Bolo’, Edson Cardoso dos Santos (PSD) é o presidente da Câmara de Vereadores de Sobradinho, cidade no interior da Bahia

Edson Cardoso dos Santos (PSD), conhecido como “Cachoeira do Bolo”, está no segundo mandato no legislativo municipal de Sobradinho

O presidente da Câmara de Vereadores de Sobradinho (BA), Edson Cardoso dos Santos (PSD), conhecido como “Cachoeira do Bolo”, foi preso nesta quinta-feira (5) em uma operação da Polícia Civil do estado que investiga fraudes em contratos e desvio de dinheiro público.

Segundo a PCBA, o vereador já havia sido preso anteriormente. Na última quarta-feira, 25 de fevereiro, Edson foi detido junto com outras sete pessoas, durante as primeiras fases da operação.

Na ocasião, ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e também teve mandado de prisão temporária cumprido pelos crimes de associação criminosa, peculato, contratação ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação.

O vereador foi colocado em liberdade, através de uma decisão judicial, e, dias depois, descumpriu medidas cautelares impostas. O Ministério Público então solicitou a segunda prisão do político.

A operação

De acordo com as investigações, o vereador integra um grupo suspeito de administrar um esquema de manipulação de procedimentos administrativos e contratações públicas. As apurações tiveram início após a identificação de indícios de irregularidades em contratações realizadas pela Câmara de Vereadores.

A Operação Kit Dispensa já cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de Sobradinho, Juazeiro, Filadélfia e Salvador, todas na Bahia, e também no município de Petrolina, interior do Pernambuco.

As medidas judiciais também têm como objetivo recuperar valores desviados. Foram determinadas medidas de constrição patrimonial relacionadas a cerca de 16 veículos avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão, além do bloqueio de ativos financeiros dos investigados, que podem chegar a R$ 12 milhões.

Segundo o delegado Fernando Barros, titular da Delegacia Territorial de Sobradinho, as investigações indicam a existência de uma estrutura organizada formada por agentes públicos, políticos, empresários e assessor jurídico.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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