A decisão de Flávio Dino de anular requerimentos votados em bloco na CPMI do INSS, incluindo o que permitia a quebra de sigilo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inaugura um novo capítulo da guerra entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e parte do parlamento.
Isso porque Davi Alcolumbre (União), presidente do Congresso Nacional, confirmou a posição do presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos), e manteve a aprovação dos requerimentos.
Em ação contrária, Flávio Dino derrubou tudo, sob a justificativa de que os requerimentos deveriam ser votados separadamente e não em bloco. A decisão do ministro beneficia Lulinha. Na avaliação da oposição, o ministro do STF opera - mais uma vez - de acordo com eles - para beneficiar o petista.
Planalto
A citação de Lulinha no escândalo do INSS preocupa o Planalto, já que pode arrastar o presidente Lula - mesmo que indiretamente - para o centro da polêmica sobre a fraude contra aposentados.
INSS
A Polícia Federal investiga se o filho do ex-presidente teria alguma sociedade ou teria recebido recursos de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, acusado de operar o esquema.