A reportagem da Itatiaia apurou que, mesmo com a prisão recente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está detido na Superintendência da Polícia Federal, a baixa adesão faz parte de um movimento da base bolsonarista no Congresso.
O objetivo seria não aderir às manifestações temendo interferência na possibilidade de a defesa do ex-presidente pedir regime de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma liderança dos movimentos, contudo, demonstrou, em reservas, insatisfação com a baixa adesão e chegou a dizer que não foi a população que “abandonou” o ex-presidente, mas “os políticos”.
Único deputado
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“É um ato muito importante, as pessoas têm o direito constitucional de se manifestar e nós precisamos ter coragem de nos manifestar. Achei muito importante essas pessoas estarem aqui. Toda manifestação de apoio é importante”, defendeu o parlamentar, em entrevista à Itatiaia.
“Algumas pessoas estão se reunindo no Brasil afora fazendo vigílias, isso é fundamental, e não esmorecer, cada um à sua maneira de poder se manifestar a favor da Anistia e do presidente. Porque o Brasil nunca viu tamanha injustiça”, completou.
Prisão de Bolsonaro
Bolsonaro foi preso de forma preventiva em 22 de novembro. A detenção foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao entender que a tentativa do ex-presidente romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda configurava risco de fuga.
Na última terça-feira (25), o caso em que Bolsonaro e mais sete aliados foram condenados por golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito foi considerado encerrado na Suprema Corte e o ex-presidente começou, efetivamente, a cumprir sua pena de 27 anos e três meses de prisão.
Bolsonaro cumpre pena na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, conforme determinado pelo relator de seu processo no STF, o ministro Alexandre de Moraes.