‘Não deixaremos de fazer’, diz manifestante em ato pró-Bolsonaro com público reduzido

Organização afirma que pessoas estão ‘amedrontadas’ de saírem de casa, e afirmam que é só o começo da mobilização por anistia

Manifestação teve público reduzido em Brasília, na tarde deste domingo (30)

Um dos organizadores da manifestação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília, neste domingo (30), Deusélis Filho, admitiu que a expectativa de público era maior do que as dezenas de pessoas que se reunirem em frente ao Museu Nacional da República, mas ressaltou que o importante é “manter a chama” e continuar fazendo manifestações.

Em entrevista à Itatiaia, ele disse que apoiadores do ex-presidente estão “amedrontados” para saírem de casa. “Nós não deixaremos de fazer [manifestações]. Dia 7 vai ter em São Paulo, depois terá de novo aqui em Brasília, vai ter em Recife. A gente vai rodar no Brasil para fazer com que as pessoas percam o medo. Vamos continuar até que a anistia saia”, disse.

Os manifestantes pedem que o Congresso Nacional conceda anistia aos condenados pelos ataques do 8 de janeiro de 2023, e a liberdade do ex-presidente. Bolsonaro foi preso de forma preventiva em 22 de novembro, em uma sala de Estado Maior na superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

A detenção foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após entender que o ex-presidente pretendia fugir ao violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de soldar. Bolsonaro e sua defesa alegaram que ele estava em confusão mental causada por um remédio novo que passou a tomar nas últimas semanas.

Na última terça-feira (25), o caso em que Bolsonaro e mais sete aliados foram condenados por golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito foi considerado encerrado na Suprema Corte e o ex-presidente começou, efetivamente, a cumprir sua pena de 27 anos e três meses de prisão.

Manifestação reúne poucos políticos

O ato em Brasília reuniu poucos parlamentares apoiadores do ex-presidente. Segundo Deusélis Filho, o ato é um momento do “povo pelo povo”, reunindo dezenas de movimentos de direita.

“Nesse momento, os políticos vão estar fazendo o papel deles, que é tirar a anistia do papel e votar. Eles precisam fazer com que o Hugo Motta (presidente da Câmara dos Deputados) consiga pautar. Eles vão trabalhar lá, e a gente vai trabalhar aqui. Eles são bem-vindos se quiserem vir, mas por enquanto é o povo com o povo”, completou o organizador.

Leia também

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

Ouvindo...