Um dos organizadores da
Em entrevista à Itatiaia, ele disse que apoiadores do ex-presidente estão “amedrontados” para saírem de casa. “Nós não deixaremos de fazer [manifestações]. Dia 7 vai ter em São Paulo, depois terá de novo aqui em Brasília, vai ter em Recife. A gente vai rodar no Brasil para fazer com que as pessoas percam o medo. Vamos continuar até que a anistia saia”, disse.
Os manifestantes pedem que o Congresso Nacional conceda anistia aos condenados pelos ataques do 8 de janeiro de 2023, e a liberdade do ex-presidente. Bolsonaro foi preso de forma preventiva em 22 de novembro, em uma sala de Estado Maior na superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
A detenção foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após entender que o ex-presidente pretendia fugir ao violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de soldar. Bolsonaro e sua defesa alegaram que ele estava em confusão mental causada por um remédio novo que passou a tomar nas últimas semanas.
Na última terça-feira (25), o caso em que Bolsonaro e mais sete aliados foram condenados por golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito foi considerado encerrado na Suprema Corte e o ex-presidente começou, efetivamente, a cumprir sua pena de 27 anos e três meses de prisão.
Manifestação reúne poucos políticos
O ato em Brasília reuniu poucos parlamentares apoiadores do ex-presidente. Segundo Deusélis Filho, o ato é um momento do “povo pelo povo”, reunindo dezenas de movimentos de direita.
“Nesse momento, os políticos vão estar fazendo o papel deles, que é tirar a anistia do papel e votar. Eles precisam fazer com que o Hugo Motta (presidente da Câmara dos Deputados) consiga pautar. Eles vão trabalhar lá, e a gente vai trabalhar aqui. Eles são bem-vindos se quiserem vir, mas por enquanto é o povo com o povo”, completou o organizador.