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O deputado
“O 5,4% de reajuste anunciado pelo governo Zema caiu como uma bomba na cabeça dos servidores, em especial dos servidores da segurança pública. A perda pela inflação acumulada é de 52,33%. Agora, não era de se esperar que o sr. Romeu Zema fizesse algo extraordinário. Até porque ele chegou a assinar uma ata, prometendo três parcelas para a segurança pública, pagou só uma e ignorou as outras”, afirmou Rodrigues.
“Não era de se esperar. Nós esperamos que os servidores deem uma resposta, cobrando dele nas ruas”, finalizou o deputado.
O deputado
“No que pese o reajuste salarial estar acima da inflação de 2025, que foi de 4,26%, mais uma vez o governo de Minas tratou a segurança pública com a mesma regra uniforme dos servidores em geral. Isto é inaceitável, diante do fato que as perdas inflacionárias das policiais acumulam um valor extremamente maior. Por causa disso, eu não apenas pretendo, como por uma questão de justiça preciso apresentar essa proposta de recomposição”, afirmou Caporezzo.
Representante do bloco Democracia e Luta, a deputada Beatriz Cerqueira (PT), também criticou o percentual de reajuste e disse que a recomposição salarial para repor as perdas inflacionárias não acontece ano a ano, como determina a lei.
“É preciso lembrar que a inflação e, portanto, a perda de poder aquisitivo dos salários não acontece de quatro em quatro anos. E o governo Zema faz política de piso como se fosse uma política a cada 4 anos. É como se não tivesse a obrigação constitucional de fazer a recomposição da inflação anualmente. Para o servidor 5%, enquanto para os seus próprios secretários, para o seu vice e para ele mesmo, mais de 250% de aumento; Então, temos aí uma grande contradição”, questionou a parlamentar..
Governistas avaliam possível negociação
Cássio Soares (PSD), líder do maior bloco governista da Assembleia, afirma que a proximidade das eleições e as pretensões do vice-governador Mateus Simões (PSD) se eleger ao Governo de Minas não afetarão a forma como a situação observará eventuais emendas com objetivo de majorar o percentual do reajuste.
“Primeiro vamos ter que ouvir do governador se esse número de 5,4% é passível de negociação ou se está dentro do limite máximo possível para o estado. Se ele falar que é o limite máximo, nós vamos fechar e votar isso. E, é óbvio, a discussão política vai refutar qualquer emenda eleitoreira, porque é muito fácil um deputado da oposição propor 15% de reajuste mesmo sendo impraticável, inviável essa circunstância”, disse.