Moraes nega novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

Ministro afirma que unidade prisional atende às necessidades médicas do ex-presidente, garante visitas e assistência contínua

Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente do Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (2) um novo pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele passe a cumprir pena em regime de prisão domiciliar.

Ao justificar a decisão, Moraes afirmou que, ao contrário do que sustenta a defesa, a unidade prisional onde Bolsonaro está preso oferece estrutura adequada para atender às necessidades de saúde do condenado.

O ministro destacou que o local conta com acompanhamento médico contínuo, múltiplos atendimentos diários, sessões de fisioterapia, possibilidade de realização de atividades físicas e assistência religiosa.

A decisão também ressalta que Bolsonaro tem recebido visitas frequentes de familiares, amigos e aliados políticos, o que, segundo Moraes, garante o respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana.

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O documento traz ainda um detalhamento dos atendimentos médicos e das visitas registradas desde a transferência do ex-presidente para a unidade prisional.

Moraes relembrou que, antes do início do cumprimento definitivo da pena, Bolsonaro esteve em prisão domiciliar e descumpriu medidas cautelares impostas pela Justiça, incluindo o rompimento da tornozeleira eletrônica. Para o ministro, esse histórico reforça o risco de fuga em caso de nova concessão do benefício.

“Desse modo, não se verifica a presença dos requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária, em face dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares durante toda a ação penal”, afirmou.

O pedido de mudança de regime já havia sido analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na ocasião, o procurador Paulo Gonet avaliou que o quadro de saúde do ex-presidente não é suficiente para impedir o cumprimento da pena em regime fechado.

Com a decisão, Bolsonaro segue cumprindo a pena de 27 anos de prisão, imposta pelo STF no processo sobre a tentantiva de golpe, na Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda.

Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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