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Alcolumbre critica governo por atrasar envio de indicação de Messias ao STF

Presidente do Senado disse que causa “perplexidade” que a mensagem oficial de indicação do AGU ainda não tenha sido enviada

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre • Geraldo Magela | Agência Senado

Em um novo capítulo do imbróglio entre o Congresso Nacional e o governo Lula (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou o Palácio do Planalto por supostamente tentar interferir no processo de votação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota enviada neste domingo (30), o parlamentar disse que “causa perplexidade” que a mensagem oficial de indicação não tenha sido enviada pelo governo.

Apenas com a publicação da indicação de Messias no Diário Oficial da União (DOU), Alcolumbre marcou a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para o dia 10 de dezembro, sustentado pelo entendimento da assessoria jurídica da Casa. O presidente do Senado, assim como outros parlamentares, tinham como nome preferido para a vaga no Supremo o de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

“Feita a escolha pelo Presidente da República e publicada no Diário Oficial da União, causa perplexidade ao Senado que a mensagem escrita ainda não tenha sido enviada, o que parece buscar interferir indevidamente no cronograma estabelecido pela Casa, prerrogativa exclusiva do Senado Federal”, disse Alcolumbre.

Segundo Alcolumbre, o prazo é coerente com as indicações anteriores, permitindo que a definição da indicação ocorra ainda em 2025. “Portanto, o que se espera é que o jogo democrático seja conduzido com lisura. Da parte desta Presidência, absolutamente nada alheio ao processo será capaz de interferir na decisão livre, soberana e consciente do Senado sobre os caminhos a serem percorridos”, completou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.