Alcolumbre critica governo por atrasar envio de indicação de Messias ao STF

Presidente do Senado disse que causa “perplexidade” que a mensagem oficial de indicação do AGU ainda não tenha sido enviada

Alcolumbre marcou a sabatina do AGU para o dia 10 de dezembro

Em um novo capítulo do imbróglio entre o Congresso Nacional e o governo Lula (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou o Palácio do Planalto por supostamente tentar interferir no processo de votação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota enviada neste domingo (30), o parlamentar disse que “causa perplexidade” que a mensagem oficial de indicação não tenha sido enviada pelo governo.

Apenas com a publicação da indicação de Messias no Diário Oficial da União (DOU), Alcolumbre marcou a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para o dia 10 de dezembro, sustentado pelo entendimento da assessoria jurídica da Casa. O presidente do Senado, assim como outros parlamentares, tinham como nome preferido para a vaga no Supremo o de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O prazo dado pelo senador para que Messias articule sua aprovação é considerado apertado, e foi interpretado como uma articulação para que a indicação seja rejeitada no Plenário. O escrutínio do AGU na CCJ vai contar com 27 senadores membros do colegiado, sendo necessário uma maioria simples para a aprovação.

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A indicação então vai seguir para o plenário do Senado, o que geralmente ocorre no mesmo dia. Nesse caso, a indicação deve ser aprovada pela maioria absoluta dos parlamentares, ou seja, pelo menos 41 dos 81 senadores. Somente no fim desse processo Messias poderá tomar posse no STF.

Segundo Alcolumbre, o prazo é coerente com as indicações anteriores, permitindo que a definição da indicação ocorra ainda em 2025. “Portanto, o que se espera é que o jogo democrático seja conduzido com lisura. Da parte desta Presidência, absolutamente nada alheio ao processo será capaz de interferir na decisão livre, soberana e consciente do Senado sobre os caminhos a serem percorridos”, completou.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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