O presidente Lula aterrissará pela sexta vez em 2025 em Minas nesta sexta-feira. O presidente irá a Contagem inaugurar obras do PAC, ao lado da prefeita Marília Campos. Depois seguirá para Montes Claros, base eleitoral do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite (MDB), onde vai inaugurar o Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial da Acelen Agripark.
Na semana que vem, em 4 de setembro, Lula voltará a Minas. Mais especificamente virá a Belo Horizonte, lançar o programa nacional “Gás do Povo”, que garantirá gás de cozinha gratuito a 17 milhões de famílias de baixa renda.
Minas Gerais é o estado pêndulo, aquele que em 2022 deu a vitória a Lula e, em 2018, a Jair Bolsonaro. Para qualquer candidato a presidência da República é fundamental estruturar a sua campanha em Minas Gerais. Para isso necessita de bons candidatos que concorram ao governo. Os chamados palanques.
Assim como nas visitas anteriores, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) estará ao lado de Lula, um dia depois de Lula ter declarado em entrevista à Record TV, que a chapa de seus sonhos para concorrer em Minas seria encabeçada por Rodrigo Pacheco tendo Marília Campos como vice.
Pacheco pondera e interlocutores garantem, está inclinado a concorrer. Já a prefeita Marília Campos tem em mente, neste momento, concluir o seu mandato. A cautela da dupla se justifica: Rodrigo e Marília observam o cenário nacional, a evolução do desempenho do governo Lula, que iniciou uma recuperação em sua avaliação. Rodrigo Pacheco e Marília Campos sabem que o que determinará as composições para as sucessões estaduais serão as chances de reeleição de Lula.
Se Lula estiver bem avaliado, terá mais chance de se reeleger. E será menor a probabilidade de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) concorra ao Palácio do Planalto. Sem Tarcísio de Freitas, a direita sairá dividida na disputa presidencial.
Em Minas, esse cenário também trará consequências. A começar pelo PSD, que neste momento é sondado pelo vice-governador Mateus Simões. Sem Tarcísio na corrida presidencial, a legenda ficaria onde está hoje, com a candidatura de Rodrigo Pacheco. As sucessões estaduais são assim. É o cenário nacional que determina as composições locais, em torno de candidaturas que nascem localmente.