A ocupação da antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), na avenida Afonso Pena, na região centro-sul de Belo Horizonte, completa um mês nesta quinta-feira (01).
Atualmente, o espaço está aberto para visitas agendadas. Entre os espaços que podem ser vistos estão a fachada modernista que contrastava com o uso do edifício para tortura e aprisionamento, as salas onde interrogatórios e violência ocorriam, e as celas onde as pessoas ficavam presas.
A principal reivindicação do grupo é pela criação da Casa da Liberdade, um espaço de memória que conte a história das violações dos direitos humanos cometidas no prédio, e também das resistências.
Atualmente, o movimento de ocupação do prédio é acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que, em reunião realizada no dia 23 de abril, emitiu parecer favorável. O encontro também terminou com pedidos a diferentes órgãos do governo para obter informações, providências e apoio na concretização do projeto.
Cronograma do governo
O governo de Minas, através da Subsecretaria de Políticas de Habitação, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social,
Segundo trimestre de 2025
- Regularização energética
- Cronograma físico-financeiro de projeto museológico
Terceiro trimestre de 2025
- Reparos emergenciais
Quarto trimestre de 2025
- Projetos executivos
2026
- Obras estruturais
- Obras arquitetônicas e acessibilidade
- Montagem de exposições
O movimento que ocupa o DOPS é formado por diversos grupos, como a Comissão da Verdade dos Trabalhadores (Covet), o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), o coletivo Vozes Marias, o Instituto Carlos Campos, a Unidade Popular (UP) e o Movimento de Mulheres Olga Benário.
Eles denunciam o abandono do prédio, fechado desde 2018, e a falta de ações concretas do poder público para transformá-lo em memorial, como foi prometido ainda em 2018 pelo então governador Fernando Pimentel.