Como foi 2025 para o executivo, o legislativo e o judiciário no Brasil?

Uma palavra que define esse ano na política brasileira é intensidade.

A Praça dos Três Poderes, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um ano politicamente positivo. Aprovou pautas econômicas, cumpriu sua principal promessa de campanha - a ampliação da isenção do Imposto de Renda e teve protagonismo internacional, principalmente na negociação do tarifaço com Donald Trump.

Para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e para sua base, o ano foi difícil: condenação, prisão, doença e transformação da Anistia em Dosimetria.

O STF teve protagonismo, mas também muito desgaste: além do julgamento por tentativa de golpe, decidiu sobre temas em debate no Congresso como cobrança do IOF e emendas parlamentares e foi acusado de excessos e invasão de competências.

No parlamento, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), teve dificuldade de cumprir acordos de campanha com a direita e a esquerda e acumulou na base e na oposição, mas seguiu o ritmo que quis impor às votações da casa.

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União) se manteve discreto, porém podereso: enterrou a PEC da Blindagem, conseguiu a liberação da exploração da Margem Equatorial e só não emplacou a indicação de Rodrigo Pacheco para o STF, mas fez Lula negociar para manter a paz entre as partes.

O que esperar pra 2026? polarização e, mais uma vez, o STF no centro do debate.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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