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Exército põe militares à disposição do Ministério da Saúde para ações de combate à dengue

Representantes dos ministérios da Defesa e da Saúde devem se reunir nesta quarta-feira (25) para avaliar possibilidade de apoio nas ações de enfrentamento à dengue

Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, colocou militares do Exército à disposição do Ministério da Saúde

O Ministério da Defesa colocou militares do Exército à disposição do Ministério da Saúde para as ações de combate à dengue no país diante da explosão de diagnósticos da doença no Brasil e a perspectiva de um pico de casos nos próximos meses.

“Tivemos ontem [quarta-feira, 24] contato com o ministro da Defesa [José Múcio Monteiro], que colocou o Exército à nossa disposição. Acertaremos com ele hoje qual é o tipo de apoio possível. Hoje é que teremos clareza sobre o que é possível”, afirmou o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Helvécio Magalhães, nesta quinta-feira (25). A expectativa é que os militares prestem suporte às equipes médicas no atendimento às pessoas com dengue à medida que estados e municípios solicitarem o apoio ao Ministério da Saúde.

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A Qdenga começa a ser distribuída para crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos que moram em 521 cidades específicas, a partir de fevereiro. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (25). As primeiras doses do imunizante contra a dengue chegaram ao país na semana passada, e cerca de 6,5 milhões vão ser distribuídas ao longo do ano. Elas serão suficientes para proteger pouco mais de 3 milhões de crianças e adolescentes, que deverão receber duas doses do imunizante com um intervalo de três meses entre elas.

A distribuição da Qdenga para municípios específicos segue quatro critérios definidos pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) do Ministério da Saúde. As doses serão repassadas às cidades de grande porte com alta transmissão de dengue e maior número de casos nos últimos meses. Os municípios selecionados também registraram predominância do sorotipo dois do vírus. Outro critério avaliado é que todas as 37 regiões de saúde do país precisavam ser contempladas. Em Minas Gerais, a Saúde repassará frascos da Qdenga para 22 municípios — Belo Horizonte e Ribeirão das Neves estão entre eles.

Neste primeiro ano de aplicação da vacina, o governo não conseguirá imunizar toda a população-alvo recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) — crianças e adolescentes de 6 a 16 anos — por falta de disponibilidade de doses. “A indústria Takeda tem um número pequeno de doses disponíveis para nosso país”, afirmou a ministra Nísia Trindade, reforçando a importância de medidas domésticas de combate à dengue. “O Ministério da Saúde comprou tudo o que estava disponível. Se pudéssemos, compraríamos mais”, acrescentou Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Preocupação com internações. O Ministério da Saúde decidiu imunizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos porque eles compõem o segundo grupo com maior índice de internações por dengue no Brasil — atrás, apenas, dos maiores de 60 anos, para quem o laboratório fabricante não recomenda a aplicação da vacina.

Diante do risco de complicação da doença e aumento do índice de hospitalizações, a Saúde se dispôs a prestar apoio financeiro aos estados para ampliação de leitos, se necessário.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.