EUA: fim de operação especial do ICE em Minnesota está próximo, diz ‘czar de fronteiras’

Milhares de agentes federais chegaram ao estado em dezembro de 2025; Tom Homan sugere que as operações poderiam ocorrer em outras localidades

Cidadãos manifestaram conta ações violentas do ICE nos Estados Undios

O ‘czar de fronteira’ do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Tom Homan, disse, nesta quinta-feira (12), que a operação especial do ICE contra imigrantes em Minnesota será “concluída” em breve.

“Propus, e o presidente Trump concordou, que esta operação especial seja concluída”, disse Homan em coletiva de imprensa. “Já foi iniciada uma redução significativa esta semana e continuará na próxima semana”, acrescentou.

Milhares de agentes federais chegaram ao estado de Minnesota, em dezembro do ano passado, para realizar grandes fiscalizações contra imigrantes em situação irregular. As operações violentas do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE na sigla em inglês), resultaram na morte de dois cidadãos estadunidenses.

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Tom Homan sugeriu que as operações poderiam ocorrer em outra cidade. “Na próxima semana, vamos deslocar os agentes que estão aqui de volta aos seus locais de origem, ou para outras áreas do país onde sejam necessários. Mas vamos continuar fazendo com que as leis de imigração sejam cumpridas”, disse.

Relembre as mortes de Renee Good e Alex Pretti

A cidade de Minneapolis foi marcada por tiroteios fatais nas últimas três semanas, incluindo a morte de dois cidadãos norte-americanos: Renee Good e Alex Pretti, os dois tinham 37 anos. Durante uma operação, em 7 de janeiro, um agente federal atirou no carro em que Renee estava.

A secretária de Segurança Interna, Kriti Noem, afirmou, na época, que havia uma multidão hostilizando os agentes e a mulher teria “transformado o seu veículo em uma arma”, tentando atropelar o policial. Para se defender, ele abriu fogo contra Renee.

Autoridades locais contestaram a versão da secretária. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, são contra as ações do ICE no território. As declarações tensionam a relação deles com Donald Trump, que caracteriza o trabalho da agência como “fenomenal.” O caso aumentou a tensão em Minneapolis e manifestantes entraram em combate com a polícia.

Em 24 de janeiro, agentes federais mataram Alex Pretti a tiros, sob a justificativa que o cidadão estadunidense estaria armado e resistiu à abordagem durante uma operação em Minneapolis, levando o agente a atirar em legítima defesa.

Stephen Miller, um dos principais assessores de Trump, inicialmente justificou a morte de Pretti, classificando-o como um “assassino em potencial”, apesar de as imagens em vídeo mostrarem que o enfermeiro não representava qualquer ameaça quando foi baleado pelas costas enquanto permanecia imobilizado no chão.

Posteriormente, Miller voltou atrás e afirmou que os agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras que mataram Pretti “podem não ter seguido esse protocolo.”

*Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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