O deputado federal e ex-diretor da
Ramagem é o segundo réu do chamado “Núcleo 1" da suposta trama golpista, ocorrida no final do governo de
O ex-diretor é acusado de usar a estrutura da Abin para espionar, de forma ilegal, os desafetos do ex-presidente.
Durante o interrogatório, Ramagem afirmou que não utilizou nenhuma ferramenta de monitoramento da agência para “espionar” autoridades. “Ao contrário do que foi colocado em comunicação, nós não tínhamos a gerência de sistemas de monitoramento. Pelo contrário: a auditoria desses sistemas de gerenciamento foi feita por nós”, disse ao ministro
Ele também negou que a Abin e o software espião
Ramagem ainda negou o uso da Abin para tentar comprovar uma suposta fraude nas urnas eletrônicas. “A agência fez trabalhos verificando o que havia de conhecimento sobre as urnas: o que é a urna, de quando é sua origem, quais países a empregam, qual a diferença entre cada uma, como é a urna atual, a antiga. Esses são os trabalhos de informação que a Abin realizou”, disse.
Ele afirmou que tentou fazer com que o órgão participasse do teste público de segurança das urnas, mas alegou que não houve “tempo hábil” para viabilizar a proposta até as eleições de 2022.
Os interrogatórios devem ocorrer até sexta-feira (13), com depoimentos de:
Almir Garnier Santos , ex-comandante da Marinha;Anderson Torres , ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (DF);Augusto Heleno , ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;- Jair Bolsonaro, ex-presidente;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto , ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, além de candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022.