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Governo Lula se prepara para novas sanções dos EUA após julgamento de Bolsonaro

Brasil inicia processo de Lei de Reciprocidade para ter respaldo legal caso haja agravamento das penalidades americanas

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Lula vai discutir candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo • Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula avalia que os Estados Unidos podem impor novas sanções ao Brasil caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja condenado no julgamento da tentativa de golpe de Estado, que começa na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima terça-feira (2), a partir das 9h. Bolsonaro e outros sete réus estão entre os acusados.

Apesar de integrantes do governo negarem relação direta entre o julgamento e a decisão de iniciar o processo que permite retaliação a tarifas americanas de 50%, a iniciativa é vista como forma de garantir respaldo legal para que o Brasil possa reagir politicamente caso haja escalada das penalidades.

Aliados de Bolsonaro acreditam que uma condenação do ex-presidente motivará novas sanções de Washington, incluindo a extensão da Lei Magnitsky à esposa do ministro Alexandre de Moraes e a outros integrantes do STF. Em 29 de agosto, a Embaixada do Brasil em Washington comunicou ao USTR (Representante Comercial dos EUA) o início do processo de reciprocidade.

Espaço para negociar?

Embora haja espaço para manifestações dos EUA durante o processo, o Planalto não espera que essa abertura influencie a disposição americana de negociar. A avaliação interna é que o interesse de Washington permanece centrado no julgamento de Bolsonaro, e que a tensão deve se estender até as eleições de 2026.

Desde 9 de julho, quando as primeiras sanções foram anunciadas, Donald Trump tem usado a situação jurídica de Bolsonaro como justificativa.

Nesse período, os Estados Unidos aplicaram tarifas de 50% a produtos brasileiros, cancelaram vistos de autoridades brasileiras e sancionaram o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.