O governo Lula avalia que os Estados Unidos podem impor novas sanções ao Brasil caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja condenado no
Apesar de integrantes do governo negarem relação direta entre o julgamento e a decisão de iniciar o processo que permite
O processo de aplicação da Lei de Reciprocidade, iniciado pelo Brasil,
O objetivo é tornar a reação do país “segura” caso os Estados Unidos aumentem tarifas ou adotem outras medidas econômicas contra produtos brasileiros. Há ainda possibilidade de reação emergencial dentro da própria lei, com imposição imediata de tarifas sobre determinados bens.
Aliados de Bolsonaro acreditam que uma condenação do ex-presidente motivará novas sanções de Washington, incluindo a extensão da
Espaço para negociar?
Embora haja espaço para manifestações dos EUA durante o processo, o Planalto não espera que essa abertura influencie a disposição americana de negociar. A avaliação interna é que o interesse de Washington permanece centrado no julgamento de Bolsonaro, e que a tensão deve se estender até as eleições de 2026.
Nesse período, os Estados Unidos aplicaram tarifas de 50% a produtos brasileiros, cancelaram vistos de autoridades brasileiras e sancionaram o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky.
Também à Itatiaia, Lula afirmou que o Brasil segue aberto ao diálogo e explicou o porquê de ainda não ter ligado para Trump. “Por enquanto, o Brasil está aberto a negociações com os EUA. O que está acontecendo diferente é que o Brasil não precisa ficar de cabeça baixa para os EUA. Não liguei para o Trump, ele tem que dar um sinal que quer negociar”, disse.
Com informações da CNN.