As duas
Adriano Gechele de Freitas, titular da Delegacia de Defesa Social e Institucional da Polícia Federal em Minas Gerais, enviou um ofício antecipadamente comunicando o não comparecimento na comissão.
Já Fernanda Fraga Nogueira Duarte, esposa do dono do imóvel que Ganem apontou como domicílio eleitoral, não compareceu e não deu justificativas aos vereadores Edmar Branco (PCdoB), Bruno Miranda (PDT) e Helton Júnior (PSD), que compõem a comissão processante.
Ainda para esta quinta está previsto o testemunho do o controlador-geral da Câmara de BH, Leonardo Silveira Gusmão. Com depoimento marcado para às 14h, o representante do órgão de controle interno da Casa deve prestar esclarecimentos sobre a conduta e atividades de Ganem em seu primeiro ano de mandato.
A Comissão Processante
Com campanha e atuação em seu primeiro ano de mandato associada quase integralmente ao direito dos animais, Ganem é paulistano e, segundo as denúncias, viveu em São Paulo mesmo durante a campanha de 2024.
Em dezembro, a Justiça Eleitoral chegou a determinar a cassação de Ganem por fraude no domicílio eleitoral. A decisão acatou uma denúncia apresentada por Rubão, primeiro suplente do Podemos na Câmara.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também emitiu parecer pela cassação de Ganem. O documento assinado pela promotora de Silvia Altaf da Rocha Lima Cedrola aponta que o vereador possuía vínculo profissional e residencial com São Paulo durante o período das eleições de 2024. O entendimento também argumenta que mesmo a Justiça Eleitoral teve dificuldades em encontrar o então candidato no endereço por ele declarado como sua casa em Belo Horizonte.
A defesa prévia apresentada por Lucas Ganem na comissão diz que a denúncia “não possui fundamento jurídico nem fático, configurando-se como mera manobra que tenta deslegitimar o denunciado perante o povo belo-horizontino”.