A retomada dos trabalhos da Comissão Processante que coordena as atividades da
Na manhã desta quinta-feira (8),
Entre os nomes listados estão os de Grijalva de Carvalho Laje Duarte Júnior e Fernanda Fraga Nogueira Duarte, apontados como donos do imóvel que Ganem citou como sua residência em BH na Justiça Eleitoral. Além deles, Adriano Gecheles de Freitas delegado da PF responsável pela investigação do caso, também deve ser ouvido ainda neste mês.
“No dia 29 de janeiro, vamos ouvir quatro testemunhas. Uma delas é o delegado da Polícia Federal que acompanha o inquérito sobre a fraude do endereço. Vamos ouvir também os donos do imóvel e uma pessoa indicada pelo indiciante”, disse o relator da comissão, Edmar Branco, à Itatiaia.
Na lista aprovada nesta quinta ainda constam todos os integrantes do gabinete de Ganem na Câmara de BH e a deputada federal e
Entenda o caso
A Comissão Processante averigua as denúncias de que Ganem fraudou o registro domiciliar em Belo Horizonte para participar da disputa por uma vaga na Câmara Municipal da capital mineira em 2024.
Com campanha e atuação em seu primeiro ano de mandato associada quase integralmente ao direito dos animais, Ganem é paulistano e, segundo as denúncias, viveu em São Paulo mesmo durante a campanha de 2024.
Em dezembro,
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também emitiu parecer pela cassação de Ganem. O documento assinado pela promotora de Silvia Altaf da Rocha Lima Cedrola aponta que o vereador possuía vínculo profissional e residencial com São Paulo durante o período das eleições de 2024. O entendimento também argumenta que mesmo a Justiça Eleitoral teve dificuldades em encontrar o então candidato no endereço por ele declarado como sua casa em Belo Horizonte.
A defesa prévia apresentada por Lucas Ganem na comissão diz que a denúncia “não possui fundamento jurídico nem fático, configurando-se como mera manobra que tenta deslegitimar o denunciado perante o povo belo-horizontino”.