Defesa de Bolsonaro pede assistência religiosa de bispo evangélico e pastor na cadeia

Dois nomes de políticos ligados à fé cristã foram apontados pelos advogados do ex-presidente para terem autorização de realizar a assistência

O ex-presidente Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (8), o direito de ter assistência religiosa de um bispo e um pastor na cadeia. Ambos os nomes são de políticos ligados à fé cristã e ao bolsonarismo.

O pedido foi fundamentado com base na premissa constitucional de liberdade religiosa como direito fundamental assegurado a todos os cidadãos, “inclusive àqueles que se encontram sob custódia estatal”.

“Tal garantia abrange não apenas a preservação das convicções pessoais, mas também o pleno exercício da fé, mediante acompanhamento espiritual prestado por ministros religiosos de confiança do assistido”, diz o documento, assinado pelos advogados do ex-presidente.

Leia também

Os defensores de Bolsonaro argumentam que a Lei de Execução Penal assegura o direito do preso à assistência religiosa, bem como “faculta o ingresso de representantes das diversas confissões religiosas nos estabelecimentos de custódia, sempre que houver manifestação de vontade do custodiado”.

“Trata-se de garantia legal e constitucional, que integra o conteúdo mínimo do respeito à dignidade da pessoa humana. O requerimento ora apresentado limita-se à autorização para que os seguintes ministros religiosos, previamente indicados pela defesa, possam ingressar no local de custódia, em dias e horários a serem ajustados com a Administração”, destaca.

Dois nomes – do ex-deputado federal Robson Lemos Rodovalho, fundador da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, e do deputado distrital do Distrito Federal Thiago de Araújo Macieira Manzoni (PL) – foram apresentados como representantes religiosos pela defesa de Bolsonaro.

Ainda conforme a defesa, o atendimento espiritual seria realizado “de forma individual”, com “supervisão institucional” e sem qualquer interferência na rotina do estabelecimento, “tampouco risco à segurança”.

Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

Ouvindo...