A prefeita de Contagem (MG), Marília Campos, participou nesta quarta-feira (7), em Brasília,
“Eu vim a convite da Presidência da República para essa grande manifestação democrática”, afirmou ela à Itatiaia. Para a prefeita, o ato serve como lembrança permanente dos riscos sofridos pelas instituições. “A democracia exige da gente a eterna vigilância e é preciso sempre lembrar para não esquecer”, disse.
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Marília ressaltou que o país já enfrentou outros episódios de ameaça ao regime democrático e destacou a gravidade dos atos de 8 de janeiro. “O Brasil já teve vários atentados e a gente não pode esquecer o atentado que ocorreu há 3 anos atrás e que queriam derrubar a democracia no nosso país.”
“É muito importante a gente que defende a democracia com a inclusão social, que a gente sempre esteja com esse compromisso de fortalecer a soberania popular.”
Veto à Dosimetria
Questionada sobre o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que alterava a dosimetria das penas, Marília Campos avaliou a decisão como necessária para evitar impunidade.
“A justiça tem que ser válida para todas, as leis têm que ser válidas para todos e as alterações não podem obedecer às circunstâncias”, afirmou. “A impunidade não pode ser apenas para alguns, ela não pode acontecer para alguns.”
“Que as leis sejam cumpridas e, com o rigor da lei, ela deve ter a punição para aqueles que desrespeitarem.” Marília destacou ainda que a proposta vetada previa penas mais brandas. “No caso, a dosimetria procurava circunstancialmente alterar a legislação com penas mais leves. Então, nesse sentido, eu achei que é importante o veto do presidente Lula.”