Convocado pela direita, o ato “Acorda, Brasil” irá ocorrer neste domingo (1°), às 14h, na avenida Paulista, em São Paulo. Manifestações semelhantes também foram marcadas em outras cidades do país.
O protesto irá direcionar as críticas ao governo do presidente Lula (PT) e à atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Três pré-candidatos à presidência da República estão confirmados na manifestação: o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás.
Sobre ausências
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não vai participar do ato. Tarcísio tem uma agenda oficial em Frankfurt, na Alemanha, onde vai participar de eventos com lideranças internacionais do setor empresarial e político. Em uma das agendas, Tarcísio vai participar de um painel sobre o setor de logística e transporte.
Nikolas Ferreira participa de atos em BH e SP
Uma das presenças mais esperadas entre os manifestantes é a do deputado federal por Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL). Responsável por encabeçar a convocação da manifestação, Nikolas participa do ato na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, previsto para às 10h da manhã, e depois se desloca de aeronave para chegar a tempo para discursar na avenida Paulista.
Manifestação será teste de popularidade da direita
Do ponto de vista eleitoral, a maior dúvida é sobre o tom do discurso que será adotado pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro e quais palavras serão utilizadas por ele ao fazer críticas ao presidente Lula e aos ministros do STF. A dúvida é se o pré-candidato irá adotar um tom mais duro que agrada diretamente os eleitores boslonaristas ou se adotará um tom mais moderado, em busca se aproximar de eleitores da chamada direita “não boslonarista”, mais próxima ao centro.
Desde que foi lançado como pré-candidato pelo pai e ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio tem se apresentado como um “Bolsonaro mais moderado”.
Deputados estaduais e federais, além de senadores, de vários Estados brasileiros, do campo da direita, são esperados no ato da Paulista.
Embora seja um ato contra Lula e ministros do STF, a manifestação deste domingo na Paulista também será um teste de popularidade das candidaturas da direita na disputa pelo Palácio do Planalto e por mais cadeiras do Senado Federal.