Flávio critica governo sobre ataque ao Irã e Gleisi rebate: ‘Pregando subserviência’

Senador e pré-candidato à Presidência pelo PL disse que o Brasil ‘se coloca do lado errado’ no conflito

O senador Flávio Bolsonaro (esq.) e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (dir.)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, divulgou uma nota de repúdio ao posicionamento do governo Lula de condenar os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã neste sábado (28).

Em uma publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que o Brasil “se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”.

“O Irã não é um ator neutro no cenário internacional. Trata-se de um governo que financia e apóia organizações terroristas, que grita publicamente “morte à América”, que defende abertamente “varrer Israel do mapa” e que mantém um programa nuclear notoriamente para fins militares. Internamente, reprime sua população com violência sistemática, em especial contra mulheres, e milhares de mortos. Esses são fatos públicos e reiterados ao longo dos anos, repudiados por quase todos os países da região”, escreveu o parlamentar em seu perfil no X.

Flávio defendeu ainda que o Brasil não se envolva ou tente assumir protagonismo em conflitos regionais “que não nos pertencem”.

“Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento”, concluiu.

Também pelas redes sociais, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), rebateu as declarações do senador e disse que ele “não aprendeu nada com o repúdio nacional à traição de sua família ao Brasil”

“Segue pregando subserviência a [presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump, mesmo quando ele viola leis internacionais e faz um ataque que ameaça a paz no mundo. As palavras soberania, multilateralismo e paz não existem no dicionário dos bolsonaristas”, escreveu a petista.

Gleisi afirmou também que o Brasil “estaria de joelhos” se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tivesse vencido as eleições em 2022 e finalizou: “Esta é mais uma razão para não permitir que a extrema direita entreguista volte a governar o país”.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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