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Aldo Rebelo reafirma que 8 de janeiro não foi golpe: ‘dosimetria é o mínimo’

Rebelo concentra as críticas a atuação do poder Judiciário no caso e lembra o julgamento do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018

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"Dosimetria é o mínimo que pode ser feito", disse Rebelo
"Dosimetria é o mínimo que pode ser feito", disse Rebelo • Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ex-ministro e pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo (DC), voltou a afirmar que os ataques de 8 de janeiro de 2023 não foram uma tentativa de golpe, classificando os atos como uma ‘arruaça’. Rebelo concedeu uma entrevista exclusiva à Itatiaia nesta sexta-feira (17), onde defendeu uma nova dosimetria para a pena dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“A dosimetria é o mínimo que pode ser feito. Você qualificar aquela arruaça do 8 de janeiro de tentativa de golpe é uma desmoralização da palavra, todo mundo sabe que golpe não se organiza daquela forma”, declarou Aldo Rebelo.

O pré-candidato disse ainda que durante seu mandato como presidente da Câmara dos Deputados teve que lidar com uma “invasão de 680 sem terras que quebraram tudo”. “Dei voz de prisão a todos eles, mas não chamei nenhum de golpista ou terrorista. Eram arruaceiros, e pedi que a justiça movesse uma ação de indenização dos danos sofridos pela Câmara”, emendou.

Segundo o ex-ministro, o julgamento dos ataques de 8 de janeiro era um “pretexto” para tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da disputa eleitoral de outubro. Apesar da declaração, Aldo Rebelo concentra as críticas a atuação do poder Judiciário no caso, e lembra o julgamento do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Lava Jato, em 2018.

“O judiciário é sempre assim. Em 2018, foi para tirar o presidente Lula, é bom que se diga a verdade. Aí todo mundo aplaudiu. Depois tiraram o presidente Bolsonaro, e quem era contra também aplaudiu. Eu não faço parte desse time, de ter dois pesos e duas medidas. A minha questão é de príncipios”, completou.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.