Brasil condena retaliações do Irã e pede ‘fim das ações militares ofensivas’

Países como Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia foram alvos de ataques neste sábado após EUA e Israel atacarem Irã

Uma bola de fogo ilumina o céu após um ataque de míssil contra Tel Aviv em 28 de fevereiro de 2026

Após a escalada da tensão no Oriente Médio, o Governo do Brasil condenou, na noite deste sábado (28), “quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito”, como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis.

O Irã lançou uma ofensiva em países como Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia após ser alvo de ataques coordenados pelos Estados Unidos e por Israel.

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Aeroportos, hotéis e outros locais em diversos países do Oriente Médio foram atingidos por mísseis e drones ao longo deste sábado. Em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, uma pessoa morreu e outros sete ficaram feridos após um ataque em aeroporto.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) se solidarizou com as nações atingidas. “O Governo brasileiro manifesta profunda preocupação com a escalada de hostilidades na região do Golfo, que representa uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais, com potenciais impactos humanitários e econômicos de amplo alcance”, escreveu a pasta.

O Itamaraty instou “todas as partes” a respeitarem o Direito Internacional. “Recordando que a legítima defesa, prevista no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, é medida excepcional e sujeita à proporcionalidade e ao nexo causal com o ataque armado, o Brasil se solidariza com a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia – objetos de ataques retaliatórios do Irã em 28 de fevereiro”, continuou.

Ataque dos EUA matou líder supremo do Irã

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto nos ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28), afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em publicação na Truth Social.

O aiatolá era um dos alvos da primeira onda de ataques contra o Irã e não era visto desde o início do bombardeio. O bombardeio coordenado por Estados Unidos e Israel provocou um cenário devastador, com pelo menos 201 mortos e 747 feridos em seis cidades do Irã. Apenas em uma escola no Sul do Irã, cerca de 85 pessoas morreram.

Os ataques realizados em conjunto pelos dois países miravam a capital iraniana. Além do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, também era um dos alvos.

Diferente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, neste sábado os ataques começaram à luz do dia, na madrugada, enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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