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PBH quer viabilizar prática de esportes náuticos na Lagoa da Pampulha, diz secretário

O secretário Leandro César Pereira participou, nesta sexta-feira (27), de uma audiência na CMBH que teve como foco discutir a recuperação do espelho d’água

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A população de Belo Horizonte vive a expectativa de ver o processo de desassoreamento da Lagoa da Pampulha concluído até junho do ano quem, antes da realização da Copa do Mundo.
A orla da Lagoa da Pampulha representa um dos maiores pontos turísticos de Belo Horizonte. • foto

A Prefeitura de Belo Horizonte pretende tornar a Lagoa da Pampulha apta para a prática de esportes náuticos. A informação foi dada pelo secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Leandro César Pereira.

"Em 2014, tínhamos uma nata verde perto da Igrejinha da Pampulha. Aquilo era uma agressão ao patrimônio, e hoje não vemos mais isso. É fruto de muita engenharia, investimento e persistência em uma estratégia que nos trouxe até aqui".

— afirmou.

Outro contrato, ainda em desenvolvimento, trata do desassoreamento — processo contínuo de retirada de sedimentos e resíduos do fundo da lagoa. "Se deixarmos a Lagoa da Pampulha sem nenhum tipo de aporte, ela tende a morrer. Não se pode esperar que um lago urbano, sem investimentos para a qualidade da água, mantenha-se como se estivesse em uma condição natural", pontuou o secretário.

Cobranças de Damião

O secretário reconheceu que ainda há falhas a serem corrigidas. Durante a audiência, destacou três pontos que continuam gerando desconforto:

  • O primeiro, segundo ele, não se trata de um mau cheiro proveniente da lagoa, mas sim de uma caixa de transição de esgoto da Copasa, localizada nas proximidades do Aeroporto da Pampulha. “A Companhia, neste momento, está fazendo alterações. Esperamos que, com a obra, possamos reverter essa impressão antiga de que o mau cheiro vem da lagoa”, disse.
  • O segundo ponto está nas imediações da saída da Avenida Fleming. De acordo com o secretário, o mau cheiro ali é provocado pela lavagem de caixas de gordura e descarte irregular de resíduos por bares e restaurantes da região. A PBH está promovendo ações de conscientização e fiscalização para impedir que esses resíduos sejam lançados na Lagoa da Pampulha.
  • O terceiro ponto de atenção refere-se às águas dos córregos Ressaca e Sarandi.

"Acreditamos que vamos reverter esse quadro na medida em que a Copasa obtenha sucesso na política de interceptação e tratamento do esgoto de toda a bacia, conduzida em parceria com a PBH".

— afirmou.

Em junho de 2016, o então prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, já havia anunciado a intenção de permitir esportes náuticos na Lagoa da Pampulha a partir de 2017, o que acabou não se concretizando. A declaração completa nove anos neste sábado (28).

Mais recentemente, em maio deste ano, o prefeito Damião foi o primeiro a navegar pela lagoa em 30 anos. Durante o evento, revelou o desejo de abrir o passeio ao público até o final de 2025.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.