Moraes autoriza transferência de condenados pelo caso Marielle para presídio no Rio

Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa foram condenados por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018

A vereadora e o motorista foram assassinados durante uma emboscada em 2018. A assessora parlamentar de Marielle foi a única que sobreviveu.

Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa, ambos condenados por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, serão transferidos para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro. A decisão partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Segundo a decisão do Supremo, a transferência da dupla deve ser cumprida imediatamente e comunicada à Corte em até 24 horas.

Os irmãos Chiquinho — ex-deputado federal — e Domingos Brazão foram condenados pela Primeira Turma do STF pelo homicídio da vereadora e do motorista dela, Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio.

Eles receberam pena de 76 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra a assessora parlamentar Fernanda Chaves, a única sobrevivente do atentado.

Brazão, que era conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), está atualmente em uma prisão em Porto Velho, em Rondônia, enquanto Barbosa estava em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Chiquinho cumpre prisão domiciliar na capital fluminense após o Supremo entender que o estado de saúde dele, avaliado pelo Sistema Penal Federal e atestado pela equipe médica do ex-deputado, é considerado de risco. Ele, no entanto, ainda faz uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de usar as redes sociais, de se comunicar com outros envolvidos no caso e de dar entrevistas sem autorização do STF.

Leia também

A transferência de Brazão e Barbosa foi uma solicitação das próprias defesas. Na última semana, Moraes pediu que o governo do Rio de Janeiro indicasse quais unidades prisionais ficariam responsáveis por receber os dois condenados.

Na decisão, o ministro destacou que as razões que embasavam a custódia preventiva “perderam sua força” após o fim do julgamento.

Os réus ainda podem recorrer da decisão do Supremo.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

Ouvindo...