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Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lamentou, em nota, a morte da irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, de 64 anos. A ativista, que atuava na proteção de
crianças e adolescentes na Amazônia, foi vítima de um acidente de carro na BR-230, a rodovia Transamazônica, no último sábado (10).
“
A partida da irmã Henriqueta representa uma perda imensurável para o Brasil e para todos os que atuam na promoção e defesa dos direitos humanos. Seu legado permanece vivo na luta cotidiana por justiça, dignidade e proteção das infâncias e adolescências”.
— diz trecho do comunicado divulgado pela pasta.
Quem foi irmã Henriqueta?
Irmã Henriqueta, como era conhecida, presidia o Instituto de Direitos Humanos Dom José Luís Azcona, que leva o nome do bispo emérito do
Marajó, falecido em 2024.
Os dois religiosos tornaram-se símbolos da luta em defesa de crianças e adolescentes, especialmente no
arquipélago do Marajó, no Pará.
Em nota, o instituto lamentou a morte da ativista e afirmou que ela “certamente está em paz e na luz eterna”.
Nas redes sociais, a
ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo (PT), também prestou homenagens. Ela escreveu que a atuação “firme e generosa” de irmã Henriqueta ajudou a construir “redes de cuidado e enfrentamento às violências contra meninas e mulheres”.
História que foi para o cinema
A trajetória de irmã Henriqueta inspirou a personagem Aretha, vivida pela atriz
Dira Paes no
filme Manas, que aborda a
exploração sexual infantil no Marajó.
Nas redes sociais, Dira também homenageou a religiosa, a quem chamou de “heroína brasileira”. “Dona de um dos abraços mais afáveis, de uma confiança que motivava e de uma força que se reconhecia só de olhar”, escreveu.
A atriz e a ativista compartilhavam várias fotos nas redes sociais.
Reprodução | Redes Sociais.
Reprodução | Redes Sociais.
Luto no Pará
O governador do Pará,
Helder Barbalho (MDB), decretou luto oficial de três dias em decorrência da morte da ativista.
O corpo da irmã será transladado para Belém, onde será velado, e depois levado para Soure, no Marajó, onde ocorrerá o sepultamento.
Além da religiosa, outras três pessoas estavam no veículo que capotou na rodovia. Os ocupantes foram socorridos com ferimentos graves e levados para um hospital em Campina Grande.