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Ministério dos Direitos Humanos lamenta morte de irmã Henriqueta, ativista no Marajó

A religiosa, que inspirou personagem de Dira Paes no cinema, foi símbolo da defesa de crianças e adolescentes no Norte, especialmente no arquipélago do Marajó, no Pará

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A ativista morreu no último sábado, aos 64 anos, vítima de um acidente de carro.
A ativista morreu no último sábado, aos 64 anos, vítima de um acidente de carro.  • Reprodução | Redes Sociais.

"A partida da irmã Henriqueta representa uma perda imensurável para o Brasil e para todos os que atuam na promoção e defesa dos direitos humanos. Seu legado permanece vivo na luta cotidiana por justiça, dignidade e proteção das infâncias e adolescências".

— diz trecho do comunicado divulgado pela pasta.

Quem foi irmã Henriqueta?

Irmã Henriqueta, como era conhecida, presidia o Instituto de Direitos Humanos Dom José Luís Azcona, que leva o nome do bispo emérito do Marajó, falecido em 2024.

Nas redes sociais, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo (PT), também prestou homenagens. Ela escreveu que a atuação "firme e generosa" de irmã Henriqueta ajudou a construir "redes de cuidado e enfrentamento às violências contra meninas e mulheres".

História que foi para o cinema

A trajetória de irmã Henriqueta inspirou a personagem Aretha, vivida pela atriz Dira Paes no filme Manas, que aborda a exploração sexual infantil no Marajó.

Nas redes sociais, Dira também homenageou a religiosa, a quem chamou de "heroína brasileira". "Dona de um dos abraços mais afáveis, de uma confiança que motivava e de uma força que se reconhecia só de olhar", escreveu.

Luto no Pará

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), decretou luto oficial de três dias em decorrência da morte da ativista.

O corpo da irmã será transladado para Belém, onde será velado, e depois levado para Soure, no Marajó, onde ocorrerá o sepultamento.

Além da religiosa, outras três pessoas estavam no veículo que capotou na rodovia. Os ocupantes foram socorridos com ferimentos graves e levados para um hospital em Campina Grande.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.