Celso Amorim vê risco de guerra se espalhar e diz que Brasil precisa estar pronto para ‘o pior’

Diplomata aponta possibilidade de alastramento do conflito e cita histórico do Irã com grupos armados na região

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O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, embaixador Celso Amorim, declarou nesta segunda-feira (2), em entrevista à GloboNews, que o Brasil precisa estar preparado para um cenário mais grave diante da guerra que envolve Irã, Estados Unidos e Israel, no Oriente Médio.

“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou o embaixador.

Ao explicar o que considera como “o pior”, Amorim falou sobre a possibilidade de o conflito se espalhar para outros países da região.

“O aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com grande potencial de alastramento. O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais”, argumentou.

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Sobe número de vítimas

Desde sábado (28), os bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã já provocaram a morte de 742 civis, de acordo com a ONG de direitos humanos Hrana (Human Rights News Agency).

O número de feridos chega a 971, e outras 624 mortes ainda estão sendo apuradas.A Hrana é a mesma organização que divulgou os dados sobre as vítimas da repressão do governo iraniano durante os protestos de janeiro de 2026, quando milhares de pessoas morreram.

Entre as vítimas mais recentes, estão 176 crianças mortas e 115 feridas, segundo a entidade. A maioria delas estava em uma escola primária atingida por um bombardeio no sábado, na cidade de Minab, no sul do país.

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