EUA pedem que norte-americanos deixem quase 15 países do Oriente Médio por risco à segurança

Alerta também inclui a recomendação para que cidadãos dos EUA deixem a Cisjordânia e a Faixa de Gaza

Israel bombardeou o Líbano em 2 de março, expandindo o conflito por toda a região

O Departamento de Estado dos Estados Unidos orientou, nesta segunda-feira (2), que cidadãos norte-americanos deixem quase 15 países do Oriente Médio “devido a sérios riscos à segurança”. A recomendação foi divulgada nas redes sociais pela principal autoridade consular do órgão.

Segundo o comunicado, os americanos devem deixar os países listados utilizando voos comerciais disponíveis. A orientação abrange Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.

O alerta também inclui a recomendação para que cidadãos dos EUA deixem a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Leia também

A mensagem foi publicada em meio à escalada de tensão na região, marcada por ataques iranianos contra países do Oriente Médio, alguns deles direcionados a alvos associados aos Estados Unidos. As ações são apontadas como resposta às operações militares conduzidas por forças norte-americanas e por Israel contra o Irã.

O conflito

No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma nova ofensiva contra o território iraniano, em meio a impasses relacionados ao programa nuclear de Teerã. Desde então, o regime iraniano passou a retaliar países que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Leia também

No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo do país, Ali Khamenei, morreu em decorrência dos ataques atribuídos aos EUA e a Israel. Após o anúncio, o governo iraniano ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente do país, Masoud Pezeshkian, afirmou que considera a retaliação um “direito e dever legítimo”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às ameaças e advertiu o Irã contra novos ataques. “É melhor que eles não façam isso, porque, se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, declarou. Na véspera, Trump já havia afirmado que as ações contra o Irã continuarão “ininterruptas durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário”.

Leia também

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

Ouvindo...