Guerra no Oriente Médio: Trump estipula prazo para encerrar conflito contra o Irã

Presidente dos Estados Unidos afirma que não está mais aberto para o diálogo com autoridades iranianas

Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciou nesta segunda-feira (2) após os ataques contra o Irã que resultaram na morte do líder supremo do país do Oriente Médio, o aiatolá Ali Khamenei. O republicano defendeu sua ofensiva e estipulou o prazo de duração do conflito.

Trump disse que os ataques eram “a última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano” e afirmou que o conflito entre os EUA e o Irã deve durar entre “quatro ou cinco semanas”, mas sem descartar a possibilidade do prazo se estender. Ele já tinha divulgado o “limite” da guerra em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, no último domingo (1º).

Durante o evento na Casa Branca, em Washington - destinado à entrega de medalhas de honra a veteranos de guerra do Vietnã e do Afeganistão - o presidente estadunidense destacou que a guerra contra o Irã possui quatro objetivos:

  • Destruir mísseis;
  • Desmontar a Marinha iraniana;
  • Interromper os planejamentos nucleares do país;
  • Impedir o financiamento do governo do Irã a grupos terroristas.

Trump destacou que não está disposto a voltar a dialogar com autoridades iranianas. Representantes dos países chegaram a conversar sobre a possibilidade de um acordo para por fim às divergências entre os EUA e o Irã. Porém, nesta segunda (2), o republicano afirmou que “não dá para lidar com essas pessoas”.

Estados Unidos x Irã

Donald Trump anunciou que os Estados unidos iniciaram “grandes operações de combate” no Irã no último sábado (28). Os ataques prometeram desmantelar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Na madrugada de sábado (28), as duas potências iniciaram os ataques contra o Irã, enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar. Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com relatos de explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Na manhã de domingo (1º), a mídia estatal iraniana confirmou a morte líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pelos ataques dos Estados Unidos e Israel. Em publicação na rede social X, a agência de notícias Fars escreveu “pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O Líder Supremo da Revolução foi martirizado”. Segundo a mídia iraniana, Khamenei foi morto nas primeiras horas de sábado (28). Também foram confirmadas as mortes da filha, do genro, da neta e da esposa de Khamenei.

As Forças Armadas do Estados Unidos confirmaram a morte de quatro militares. Outros 18 soldados estão em estado grave após os ataques do Irã, segundo a rede CNN Internacional.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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