Em uma escalada drástica das tensões no Oriente Médio, o governo do Irã anunciou o fechamento total do Estreito de Ormuz nessa segunda-feira (2). A medida ocorre em meio ao agravamento do confronto com os Estados Unidos e Israel, levando a Guarda Revolucionária iraniana a declarar que incendiará qualquer embarcação que tente transitar pela única saída do Golfo Pérsico para o mar aberto.
A hidrovia já havia registrado um fechamento parcial no último dia 17 de fevereiro, sob a justificativa de “precauções de segurança” durante exercícios militares realizados na região. Estrategicamente localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, o Estreito de Ormuz é o principal corredor logístico para grandes produtores como Arábia Saudita e Iraque, concentrando aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo.
Diante da interrupção da navegação, o Ministério dos Assuntos Estrangeiros da Rússia emitiu um alerta oficial no último domingo (1), ressaltando que o bloqueio das exportações de hidrocarbonetos na região deve gerar um desequilíbrio significativo nos mercados mundiais de energia.
O reflexo econômico da crise já é monitorado de perto por analistas de Wall Street. Após o petróleo Brent fechar a última sexta-feira (27), em cerca de US$ 73 por barril — atingindo a máxima em sete meses —, as projeções agora indicam que os preços podem saltar rapidamente para a faixa entre US$ 80 e US$ 100. Especialistas advertem, no entanto, que as cotações podem superar esses patamares caso o conflito entre Washington e Teerã se prolongue.
No campo diplomático e militar, o cenário aponta para uma expansão das hostilidades. Na tarde desta segunda-feira, a Casa Branca sinalizou que os Estados Unidos ampliarão o envolvimento militar na região. Em declaração oficial, o presidente Donald Trump afirmou que uma “grande onda de ataques” contra o território iraniano está por vir, intensificando o estado de alerta global sobre as consequências da guerra no Golfo.
Com informações de Estadão Conteúdo