Em meio a tratamento oncológico, Roseana Sarney é internada com pneumonia

Deputada federal trata um tipo agressivo de câncer de mama e teve de ser internada na semana passada para tratar a doença pulmonar

Roseana Sarney revela detalhes sobre seu tratamento no Instagram

A deputada federal e ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB-MA), foi internada com pneumonia na semana passada. A parlamentar de 72 anos passa por um tratamento de um tumor agressivo na mama definido como ‘câncer triplo-negativo’ e usa as redes sociais para falar sobre seu tratamento e cuidados preventivos.

Em um vídeo em seu perfil no Instagram, a deputada disse que foi internada na semana passada, chegou a receber alta na quinta-feira (15), mas teve de ser novamente hospitalizada no dia seguinte.

Após a recuperação completa da doença respiratória, razão pela qual ela segue internada, Roseana Sarney disse que vai passar por uma cirurgia oncológica.

O tratamento contra o tumor também teve de ser temporariamente suspenso por conta da pneumonia. A parlamentar relatou que sua última sessão de quimioterapia estava marcada para o dia 27 e teve de ser cancelada devido à enfermidade pulmonar que a acometeu.

Roseana Sarney integra uma das mais tradicionais famílias da política maranhense e brasileira. Ela é filha do senador e ex-presidente da República, José Sarney (MDB-MA).

Câncer raro e agressivo

Desde seu diagnóstico, em agosto de 2025, Roseana Sarney passou a utilizar suas redes sociais para atualizar o estado de saúde e dar dicas de prevenção em relação à importância de descobrir casos de câncer em tempo hábil para recuperação.

Em entrevista à Itatiaia há dois meses, em virtude da campanha do Outubro Rosa, Mirielle Nogueira Martins, oncologista do Instituto Mário Penna, explicou a variação do câncer de mama que acomete Sarney.

“Ele representa aproximadamente cerca de 15% dos diagnósticos de câncer de mama, e ele tem um prognóstico mais complexo, sendo geralmente tratado com quimioterapia, embora novos tratamentos como a imunoterapia e terapia-alvo específica já estejam disponíveis para uso selecionado”, avaliou a especialista.

O câncer de mama triplo-negativo é assim designado por sua característica de não ter receptores de estrogênio, progesterona e a proteína HER2, o que dificulta o tratamento por meio de terapia hormonal. A oncologista acrescentou que a característica agressiva deste tipo de tumor pode dificultar a descoberta precoce da doença.

“A agressividade do tumor pode levar ao diagnóstico em estágios mais avançados, e por isso a vigilância é extremamente importante. Ele tem um crescimento mais rápido e, consequentemente, um risco maior de metástase”, afirmou.

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Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

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