Governo Federal se pronuncia após caso de assédio no BBB 26

Governo Federal destacou que assédio é crime

Jordana no BBB 26

No último domingo (18), o ex-participante Pedro Henrique assediou Jordana durante o BBB 26. Na ocasião, o vendedor aproveitou o momento em que Jordana estava na despensa e tentou beijá-la. Após ser confrontado por Paulo Augusto, ele desistiu do reality.

Antes de sair de fato, Pedro justificou sua ação. “Eu estava há dias querendo me segurar para não cobiçar as meninas, a Jordana principalmente, porque é parecida com minha esposa. Hoje eu acabei caindo nisso. Olhei pra ela, cobicei ela, desejei ela e achei que ela tinha dado moral e sido recíproco. A gente chegou na despensa e tentei beijar ela. Não era isso que ela queria”, afirmou.

Na manhã desta segunda-feira, o Governo Federal se manifestou em suas redes socias: “O Brasil assistiu a mais um episódio de assédio contra uma mulher. Se acontece até em rede nacional, imagina longe das câmeras”.

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Governo Federal se pronunciou

Veja políticos que se posicionaram

Alguns políticos também se posicionaram contra a atitude de Pedro e cobraram soluções para o ocorrido.

Guilherme Cortez, deputado estadual de São Paulo, destacou não só o crime de assédio, mas disse que Pedro também cometeu racismo religioso.

“Lamentável a passagem de Pedro pelo BBB. Racismo religioso, assédio. Triste ver essas cenas em um programa em rede nacional, porque certamente isso não é entretenimento. Mas que sirva de reflexão para os muitos que cotidianamente banalizam e reproduzem atitudes como essas”, escreveu o deputado.

Erika Hilton, deputada federal, publicou um texto onde, além de afirmar que as medidas cabíveis já estariam sendo tomadas, questionou a Rede Globo sobre a escolha de participantes com o perfil semelhante ao de Pedro.

“Torço para que todos esses casos sejam infelizes acidentes. Mas, por enquanto, o histórico do programa é triste: em quase toda edição acabam convidando um assediador, e quase nunca convidam mulheres como a Ana Paula Renault. É, no mínimo, hora da Globo repensar seus processos. O assédio sexual afeta, sistematicamente, mais de 50% da população brasileira. ", ressaltou Erika.

Paulo Pimenta, também deputado federal, classificou o caso como revoltante e disse não se tratar de entretenimento, mas sim de um crime.

A deputada federal Fernanda Melchionna ressaltou que a violência contra à mulher tem sido naturalizada e por isso Pedro não se intimidou.

“O mais revoltante é que o assediador sequer se intimidou diante das câmeras da casa mais vigiada do Brasil. Isso demonstra a naturalização da violência contra as mulheres, que precisa ser enfrentada com firmeza”, escreveu.

Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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