A pouco mais de um semestre das
Em entrevista à colunista de política de Itatiaia, Bertha Maakaroun, o cientista político afirmou que acredita que o Brasil pode ser um bom exemplo no combate aos chamados
“Eu acho que o mundo inteiro vai estar olhando para a gente por causa disso. Se há um lugar que pode fazer isso, esse lugar é o Brasil. O Brasil tem um sistema de votação nacional muito bom. Talvez um dos mais avançados e seguros do mundo. Isso é comprovado em testes de todas as eleições, as urnas são sempre colocadas a teste. O sistema de votação brasileiro é seguro porque a gente tem a Justiça Eleitoral que funciona de maneira independente. Poucas coisas funcionam nesse país, mas a justiça eleitoral é uma delas”, destacou o professor na entrevista publicada nesta segunda-feira (19).
Rezende complementou afirmando que o caminho a ser seguido no Brasil já foi trilhado em iniciativas na Europa e mesmo nos Estados Unidos antes do segundo mandato de Donald Trump. Para o professor, é preciso acreditar e empoderar as instituições para combater o domínio das empresas gigantes do mundo da tecnologia em seu lobby por uma atuação desregulamentada.
“As instituições brasileiras estão preparadas, elas estão vendo o que que está acontecendo, estão com acesso à tecnologia. Mas é claro que as big techs, de alguma forma, vão tentar buscar de alguma maneira fazer esse controle.O Brasil já demonstrou isso, a
Veja a entrevista completa do Dia a dia da política
As big techs e o tecnofeudalismo
Para falar sobre o interesse político dos donos das
Rezende explica que diante da influência das redes sociais e plataformas de tecnologia sobre o debate político e as receitas exorbitantes das empresas, donos das big techs pleiteiam uma atuação transnacional sem respeito às instituições dos estados.
“Há dois grandes grupos hoje políticos que estão muito bem coordenados e orientados que buscam atacar a democracia liberal. De um lado são os neototalitários e de outro lado, são os os barões das big techs, numa construção que o que o Yannis Varoufakis vem chamando de tecnofeudalismo. É um distanciamento completo dessas pessoas das estruturas institucionais do Estado. São pessoas que acham que ficaram tão ricas que não precisam mais respeitar as leis de nenhum Estado. Por isso, as Big Techs atacam com tanta veemência quaisquer candidatos que busquem fortalecer as instituições em mecanismos de controle. Agora, mais do que nunca, a gente precisa confiar nas instituições da democracia liberal, nas instituições do Estado, fazer valer as instituições”, concluiu.