Eduardo compara PF à polícia nazista após determinação de retorno ao Brasil

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teve o mandato cassado em dezembro após faltas injustificadas

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou nesta sexta-feira (2) a determinação da Polícia Federal (PF) de que ele retorne imediatamente ao cargo de escrivão na corporação após ter o mandato cassado na Câmara dos Deputados.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está nos Estados Unidos desde março de 2025, onde articulou com o governo americano por sanções às autoridades brasileiras.

Em uma publicação nas redes sociais, Eduardo disse que não se sujeitará aos “caprichos” do que chamou “bajuladores de tiranos que chefiam a Polícia Federal”.

“Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, escreveu o ex-parlamentar em seu perfil no X, em referência à polícia secreta da Alemanha nazista.

Segundo o ato declaratório publicado na edição desta sexta-feira (2) do Diário Oficial da União, caso não retorne imediatamente ao cargo na PF do Rio de Janeiro, o “03” poderá sofrer sanções administrativas e disciplinares em caso de “ausência injustificada”.

Antes de assumir uma cadeira na Câmara, em 2015, Eduardo Bolsonaro ocupava o cargo de escrivão da Polícia Federal desde 2010. Sua última lotação foi no departamento da PF em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, entre 2014 e 2015.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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