PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo

Ato declaratório da PF cita a cassação do ex-deputado na Câmara para determinar que ele retorne para a corporação

Eduardo Bolsonaro foi escrivão da PF de 2010 a 2015

A Polícia Federal determinou, nesta sexta-feira (2), que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) retorne imediatamente ao cargo na corporação, sob pena de sanções administrativas e disciplinares em caso de “ausência injustificada”. O ato declaratório foi publicado na edição do Diário Oficial da União.

A decisão da PF ocorre após a cassação do mandato de deputado do filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso que o fez perder o direito de afastamento para exercício de mandato eletivo. Segundo o ato, o retorno é necessário para regularização da situação funcional de Eduardo na corporação.

Contudo, não significa que o filho do ex-presidente vá cumprir a determinação. Cabe lembrar que Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde março de 2025, onde tentava articular com o governo de Donald Trump sanções contra ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial Alexandre de Moraes, em razão do julgamento do pai na tentativa de golpe.

Antes de assumir uma cadeira na Câmara, em 2015, Eduardo Bolsonaro ocupava o cargo de escrivão da Polícia Federal desde 2010. Sua última lotação foi no departamento da PF em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, entre 2014 e 2015.

Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara declarou a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro, uma vez que o parlamentar tinha número suficiente de ausências não justificadas. Na época, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foi cassado pela direção da Casa, mas nesse caso foi em razão da condenação na trama golpista.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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