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Defesa de Mauro Cid afirma que militar não foi coagido e questiona provas de Bolsonaro

A defesa dos réus sustenta que, devido a mensagens vazadas na imprensa, ele teria sido coagido tanto pela Polícia Federal quanto pelo ministro relator do caso, Alexandre de Moraes

Por e 
Julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)
Julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) • Gustavo Moreno/STF

O advogado do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), coronel Mauro Cid, Jair Alves Pereira, afirmou, durante apresentação dos argumentos da defesa na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (2), que o militar não foi coagido durante o processo. Ele ainda contestou as provas apresentadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa dos outros sete réus sustenta que, devido a mensagens vazadas na imprensa que sugeriam insatisfação de Cid com o curso do processo, ele teria sido coagido tanto pela Polícia Federal quanto pelo ministro relator do caso, Alexandre de Moraes. O advogado negou as acusações.

Durante a apresentação de argumentos, o advogado fez uma apresentação do currículo de Mauro Cid com intenção de demonstrar que o réu é um “bom militar” que “sempre seguiu ordens”.

“Foi falado no processo que Cid foi coagido, dizem que ele foi coagido pela PF e depois pelo relator. Acho que precisa ficar muito claro em relação a isso. A suposta coação pela PF das alegações que sustentam o vício de consentimento seria relativo aos vazamentos da revista Veja (...) não é coação”, destaca.

Houve forte defesa do acordo de delação premiada, inclusive sustentando que ela já foi validada pelo Supremo.

“Não acho que ele tenha resistido, ele falou tudo o que sabia. Entre falar tudo o que sabe e praticar tudo o que viu tem uma diferença muito grande. Eu não posso imaginar que o Cid tenha tentado dar um golpe de Estado quando ele já estava, em Março, nomeado para assumir o Batalhão de Goiânia, com casa alugada e os filhos matriculados no colégio. A vida dele seguia”, disse o advogado, defendendo que o réu não cometeu o crime de golpe de Estado.

"Não é exigível que se pretenda que um colaborador que se expõe dessa maneira, que literalmente perdeu a carreira, se afastou da família, dos amigos, de uma carreira militar, e se exija dele trazer detalhes de uma investigação que não temos acesso, e que por detalhes acabe em uma contradição. Não posso exigir dele, pelo abalo psicológico, por tudo que ele sofreu, a pressão, sendo procurado para mudar de advogado, de tese. É uma coisa que a natureza do ser humano autoria que ele dê uma escorregada, jamais sem comprometer o acordo", completou.

Advogado pede confirmação da delação premiada

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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