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Comissão de Educação da ALMG aprova requerimento que pede fim da gestão cívico-militar

O requerimento, aprovado nesta segunda (14), alega que a medida do governo Zema é inconstitucional e contraria orientações do MEC

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FOTO ESCOLA
Dirceu Aurélio | Imprensa MG.

Cabe ressaltar que o programa das escolas cívico-militares do governo do Estado é inconstitucional, pois fere a competência privativa da União para legislar sobre "educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação".

— diz trecho do documento.

Assembleias suspensas

Também nesta segunda-feira, o governador Romeu Zema anunciou a suspensão temporária das assembleias sobre a adesão ao modelo de escolas cívico-militares.

De acordo com o secretário de Educação, Igor Alvarenga, a consulta foi suspensa devido ao curto prazo estipulado inicialmente, que coincidiu com o período de férias escolares e teria, supostamente, dificultado o engajamento da comunidade escolar.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), no entanto, discorda. Para a entidade, o governo teria sido “obrigado” a recuar após uma série de derrotas nas instituições consultadas até então. A Secretaria de Educação afirmou que cerca de 15% das escolas previstas já foram consultadas, mas não divulgou o número de adesões.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.