Começa neste domingo (5) no RJ a Cúpula do BRICS; saiba o que é e como funciona

Bloco é formado por onze países e a atual presidência é do Brasil

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A reunião de cúpula do BRICS será realizada neste domingo (6) e segunda (7) no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro. O BRICS é um grupo formado por onze países: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.

Sul Global
O objetivo do bloco é fortalecer a cooperação econômica, política e social entre seus membros, além de promover um aumento da influência dos países do Sul Global (nações em desenvolvimento) na governança internacional.

Criado em 2001, o grupo visava, inicialmente, reconhecer o crescimento econômico de Brasil, Rússia, Índia e China. A primeira reunião, com a participação apenas de Ministros das Relações Exteriores, foi em 2006, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. A primeira reunião de Cúpula, com a participação de presidentes, ocorreu em 2009,na Rússia.

Presidência brasileira
A presidência do bloco é rotativa, anual e a atuação tem três pilares: política e segurança; economia e finanças; e sociedade civil. O foco da gestão brasileira, em 2025, é reforma da governança internacional e cooperação do Sul Global.

Dez países são parceiros do BRICS: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. Durante a presidência brasileira, que começou em janeiro de 2025, o Brasil anunciou a entrada do Vietnã.

Banco
O Brics tem uma instituição financeira própria, o Novo Banco de Desenvolvimento, que é presidido pela ex-presidente da República, Dilma Rousseff. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende uma moeda única e alternativa ao dólar no comércio multilateral entre membros do bloco. Como a proposta está longe de sair do papel, o BRICS prioriza as negociações em moedas locais.

Cúpula

Os trabalhos duram um ano sob cada presidência, quando ministros, técnicos, diplomatas e sociedade civil organizada se reúnem para debater as prioridades da gestão. Durante a reunião de Cúpula, os chefes de Estado colocam suas posições, adotam novas diretrizes e prioridades e anunciam a próxima presidência. A cúpula, normalmente, é realizada em dezembro, mas como o Brasil vai sediar a COP 30 em novembro, a data foi antecipada.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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