O caso da
Os suspeitos de terem espancado Orelha são
Na política mineira, o deputado federal Fred Costa (PRD) tratou sobre as suspeitas de que os pais dos suspeitos tentam coagir a investigação e defendeu que os responsáveis sejam punidos. O parlamentar tem na pauta da defesa animal sua principal bandeira de mandato.
“É inadmissível um cão comunitário dócil ser agredido a pauladas por quatro adolescentes. Suas famílias não podem acobertar esse tipo de crime. Esses quatro rapazes representam um enorme risco também para a sociedade. Quem é ruim com os animais costuma ser ruim com as pessoas. Quem é ruim com os animais e pratica crime contra os animais têm maior propensão a cometer contra pessoas, sobretudo vulneráveis”, disse o parlamentar em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado
“Violência contra animais não é brincadeira, não é ‘coisa de adolescente’ e nunca é um fato isolado. É um sinal de alerta. A ciência é clara. A chamada Teoria do Link demonstra que a crueldade contra animais, especialmente na infância e na adolescência, está diretamente associada a maiores riscos de violência contra pessoas no futuro. Não é sentença, é marcador. Um aviso precoce de que algo precisa ser interrompido agora. Por isso, normalizar ou minimizar esse tipo de violência é extremamente perigoso. Proteger os animais é proteger a própria sociedade”, declarou o deputado em suas redes sociais.
Em Belo Horizonte, o vereador
“A Lei Sansão não prende ninguém automaticamente, ela aumenta a pena para maus tratos contra cães e gatos, mas prisão só existe depois de investigação, denúncia e condenação. Não é a comoção que coloca alguém atrás das grades. Quando o sistema falha ou trata esse crime como menor, a impunidade aparece e isso não é culpa da lei, é falta de prioridade”, afirmou o vereador.
A Lei Sansão foi batizada a partir de um pitbull que teve as duas patas traseiras decepadas em Confins, na Grande BH. O caso gerou comoção nacional e motivou a sanção da legislação que prevê prisão de dois a cinco anos para responsáveis por maus-tratos contra cães e gatos.