O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse em audiência de custódia, neste domingo (23), que
“Indagado acerca do equipamento de monitoramento eletrônico, o depoente respondeu que teve uma “certa paranoia” de sexta para sábado em razão de medicamentos que tem tomado receitados por médicos diferentes e que interagiram de forma inadequada ); que tem o sono “picado” e não dorme direito resolvendo, então, com um ferro de soldar, mexer na tornozeleira, pois tem curso de operação desse tipo de equipamento”, relata o depoimento de Bolsonaro.
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O ex-presidente ainda afirmou que estava alucinado e achou que tinha algum aparelho de escuta dentro da tornozeleira. A manutenção do aparelho foi um dos motivos que levaram o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a decretar a prisão preventiva, com o possível risco de fuga de Bolsonaro.
O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal relatou a violação do equipamento às 0h08 de sábado. Segundo Bolsonaro, as pessoas que estavam na sua casa no momento do “surto” não perceberam qualquer movimentação. O ex-presidente também negou que tinha intenção de fugir.
Após a audiência de custódia, a juíza auxiliar de Moraes, Luciana Sorrentino, entendeu que não houve violações na prisão preventiva de Bolsonaro e
Cabe lembrar que essa prisão de Bolsonaro ainda não se trata do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de reclusão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Porém, o processo está em fase final de recursos, com o prazo sendo encerrado nesta segunda-feira (24).