Será que Lula já tem finalmente a chapa para concorrer ao governo de Minas em 2026?
Marília resiste, porque está focada neste momento em seu mandato, marcando um tempo de grandes obras. Rodrigo Pacheco dá novos sinais de que será o nome. O senador não nutre mais expectativas de que haverá uma vaga este ano para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Nessa corrida à sucessão mineira, Rodrigo Pacheco aposta na consolidação da recuperação da popularidade do governo Lula. São quatro grandes temas. O primeiro, a soberania nacional, que lhe cai no colo pela ação de Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, em apoio ao tarifaço de Donald Trump contra produtos brasileiros.
O segundo, o combate à desigualdade social, com o respaldo de programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. O terceiro, a segurança pública. A atuação de órgãos do governo federal em articulação com os governos de São Paulo e de outros estados dá novo vigor ao combate ao crime organizado.
A abrangente operação de enfrentamento ao crime organizado, desbaratou esta semana no centro financeiro de São Paulo, uma complexa rede de lavagem de dinheiro envolvendo fintechs, postos de combustíveis, produtores de etanol e importadores de produtos químicos. O quarto tema que estará na pauta discursiva de Rodrigo Pacheco é a defesa da democracia. A política brasileira não deve abrir espaço para aqueles que não respeitam as regras do jogo democrático, afirmou Pacheco.
Rodrigo Pacheco chamou essas quatro bandeiras de inegociáveis, indicando que, para além delas, não há motivos para que o diálogo e a política não sejam exercidos em toda a sua força. Ele afirmou: “Não há dois lados quando se defende a democracia, o direito dos mais pobres e não há dois lados quando se defende a soberania do nosso país”.
Rodrigo Pacheco, indica, assim, que em sua eventual campanha ao governo de Minas, não vai apostar na polarização. Quer o diálogo com todos os partidos políticos, a partir desses três fundamentos de sua caminhada.Sem citar nomes, mas referindo-se a Eduardo Bolsonaro, Rodrigo Pacheco afirmou que brasileiro que ousa ir para o exterior trabalhar contra o país é traidor da pátria.
Também sem citar o governador Romeu Zema, também deixou a crítica à falta de empatia com as pessoas em situação de vulnerabilidade: “Aquelas pessoas que estão em situação de rua hoje não podem ser guinchadas, elas não podem ser enxotadas, têm de ser cuidadas”.
É mais uma candidatura que, se consolidada, irá ocupar um campo político que está órfão de nomes para o governo do estado.