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Em vídeo e dezenas de postagens, Nikolas associa PCC a governos do PT

Mais cedo, presidente Lula afirmou que a campanha de ‘um deputado’ em relação às mudanças no Pix favorecia o crime organizado

Em vídeo e dezenas de postagens, Nikolas associa PCC ao governo do PT

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) fez dezenas de postagens na rede social X - o antigo Twitter - e gravou um vídeo de mais de 7 minutos no Instagram e no TikTok para se defender de uma declaração do presidente Lula (PT) que, à Itatiaia, disse que a campanha de “um deputado” em relação às mudanças no Pix, tinha o objetivo de defender o crime organizado.

“Tem um deputado que fez uma campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs. Agora ‘tá' provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado e nós não vamos dar trégua para o crime organizado”, afirmou Lula, sem citar Nikolas.

Na mesma resposta, o presidente destacou a importância da operação realizada contra a maior facção que atua no território nacional: “Fizemos a operação mais importante da história de 525 anos do Brasil. Para pegar, como disse o (Fernando) Haddad, no andar de cima. Porque, por enquanto, só ia no andar de baixo. Agora nós queremos saber, quem é que, efetivamente, faz parte do crime organizado”, disse Lula.

‘A culpa é minha?’

No vídeo, Nikolas disse que a afirmação do presidente é uma invenção e uma estratégia do governo federal para desviar o foco de outros assuntos. “Como que um vídeo de 2025 pode ter ajudado as operações que foram feitas entre 2020 e 2024 pelas facções criminosas? Eu sou o quê? O viajante do tempo agora?”, questionou.

O deputado federal também defendeu o vídeo postado por ele no início do ano, no qual classificou a Instrução Normativa da Receita como a “taxação do Pix”. Nesta semana, parlamentares governistas tentaram vincular a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) ao deputado federal.

Também durante a semana, a Operação Carbono Oculto revelou que o PCC movimentou mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 por meio de fraudes em combustíveis e fundos de investimento, infiltrando-se até na Faria Lima. O esquema envolvia adulteração em 2.500 postos, importação irregular de metanol, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio estimado em R$ 30 bilhões.

“Quer dizer, então, que se eu não tivesse feito o vídeo, eles não teriam cometido o crime, que eles só passaram a lavar dinheiro depois do meu vídeo? Vocês não acham que é subestimar demais a inteligência da gente?”, disse Nikolas.

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Relações com o PT

Nikolas Ferreira também postou uma série de reportagens com supostas relações do PT com o PCC. “A narrativa está montada, eles vão ressuscitar a pauta e, quiçá, ressuscitaram o que eles queriam fazer lá atrás, mas agora com a desculpa, com o pretexto de combate ao crime organizado”, afirmou.

No vídeo, o deputado também relacionou o partido com facções criminosas. “Quando vazou uma conversa do tesoureiro do PCC falando que o PT tinha um diálogo com ‘nós’ cabuloso. Aliás, também não fui eu que visitei a favela do Moinho visita que foi articulada como ligada ao PCC”, afirmou.

Nikolas seguiu com outras sugestões de que o governo Lula está ligado ao crime organizado. “Não fui eu que banquei a Dama do Tráfico com passagem, diárias, que foi custeado, obviamente, pelo Ministério dos Direitos Humanos do Lula. Não fui eu que visitei o Complexo da Maré que, basicamente, policiais dizem que você não consegue visitar lá sem ter o aval do tráfico. Não fui eu que fui citado pelo Marcos Valério”.

Processo

Também pelas redes sociais, Nikolas anunciou que irá processar o presidente Lula pela afirmação que supostamente liga o deputado ao crime organizado. Ele classificou a declaração de Lula como uma “canalhice”.

“Em rede nacional, Lula cometeu a canalhice de afirmar, dolosamente e sem prova alguma, que eu DEFENDI o crime organizado. Uma mentira torpe, criminosa e irresponsável. Irei à Justiça para que responda por essa difamação assim como farei com todos os demais - estou compilando tudo”, escreveu Nikolas.

Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.