BC determina liquidação de banco de ex-sócio de Vorcaro no conglomerado Master

Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada nesta quarta-feira (18); instituição pertence a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro

Banco Central determinou a liquidação extrajudicial de mais uma instituição ligada ao Banco master

O Banco Central (BC) do Brasil determinou, nesta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. com extensão para a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A. As instituições faziam parte do conglomerado que atuou na ascensão do Banco Master a partir de 2019.

Segundo nota do BC, o conglomerado representado pelo Pleno é pequeno e representa 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A liquidação foi determinada pelo comprometimento da situação do banco com a deterioração da liquidez da instituição financeira. A liquidação extrajudicial é um mecanismo adotado pelo Banco Central quando uma instituição financeira está em situação considerada irrecuperável.

A decisão do BC é similar à aplicada em novembro do ano passado em relação ao Banco Master. A instituição comandada por Daniel Vorcaro protagoniza o maior rombo da história do sistema financeiro brasileiro com prejuízo estimado entre R$ 47 bilhões e R$ 60 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de estar imiscuído em uma intrincada rede de influências costurada junto a membros dos três poderes nas três esferas do pacto federativo.

O Pleno é oriundo do antigo Voiter e tem como dono Augusto Lima, sócio de Vorcaro até julho de 2025. O crescimento de Lima no mercado financeiro se deu de forma concomitante com o do Master.

A ascensão do empresário se deu em seu estado natal, a Bahia, quando ele fundou o Credcesta, uma espécie de cartão de crédito consignado que cobra a fatura de servidores diretamente na folha de pagamento. Desde 2018, essa operação se expandiu para outros 24 estados brasileiros.

Um dos elos entre o empreendimento de Lima e de Vorcaro foi a aplicação de recursos no Reag, fundo de investimentos liquidado em janeiro deste ano e envolvido nas investigações da Polícia Federal que apontam indícios de seu emprego para lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que vão desde pequenos bancos como o Pleno e o Master até aplicações da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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