Morre Jesse Jackson, ícone da luta pelos direitos civis nos EUA, aos 84 anos

A causa da morte não foi revelada, mas o ativista havia anunciado, em 2017, que sofria da doença de Parkinson

Jesse Jackson será homenageado em uma cerimônia pública em Chicago, ainda sem data definida.

Morreu nesta terça-feira (17), aos 84 anos, o símbolo da luta pelos direitos humanos nos Estados Unidos e “braço direito” de Martin Luther King, Jesse Jackson.

Por meio das redes sociais, os parentes do ativista, candidato duas vezes à Presidência, afirmaram que ele faleceu “em paz”, cercado por familiares. Jesse Jackson será homenageado em uma cerimônia pública em Chicago, ainda sem data definida.

Em comunicado, a família afirmou que “sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas”. Companheiro de Martin Luther King nos anos 1960, o pastor batista deixa esposa e seis filhos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, prestou condolências aos amigos e familiares, descrevendo Jesse como “uma força da natureza”. “Eu o conheci bem muito antes de chegar à Presidência. Foi um bom homem, com muita personalidade, determinação e astúcia das ruas”, disse.

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A causa da morte não foi revelada, mas o ativista havia anunciado, em 2017, que sofria da doença de Parkinson.

Antes de Barack Obama se eleger presidente em 2009, Jesse Jackson era considerado o afro-americano de maior destaque na corrida presidencial dos EUA, com duas tentativas fracassadas de ser indicado pelo Partido Democrata nos anos 1980.

Nas redes sociais, Obama disse que Jackson “abriu o caminho” para que ele chegasse à Casa Branca. “Durante mais de 60 anos, o reverendo Jackson ajudou a liderar alguns dos movimentos mais significativos por mudança na história da humanidade”, acrescentou.

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, também prestou homenagens ao ativista, a quem chamou de “um dos maiores patriotas” do país.

Joe Biden, ex-presidente, disse em comunicado que o pastor “acreditava com todo o seu ser” na ideia de que todas as pessoas são criadas iguais e merecem ser tratadas como tal.

História ao lado de Martin Luther King

Nascido Jesse Louis Burns, em Greenville, na Carolina do Sul, filho de uma mãe solteira adolescente e de um ex-boxeador profissional, Jackson teve uma infância difícil.

Sua mãe se casou mais tarde com outro homem, Charles Jackson, de quem adotou o sobrenome. “Não nasci com uma colher de prata na boca. Era uma pá o que estava previsto para minhas mãos”, declarou certa vez.

Jackson esteve presente em alguns dos principais episódios da longa luta pela igualdade racial nos Estados Unidos. Esteve ao lado de Martin Luther King, o maior líder da luta não violenta pelos direitos civis, no momento de seu assassinato, em Memphis, em 1968.

Também foi visto chorando de emoção, em silêncio, entre a multidão que celebrava a vitória de Barack Obama, em 2008.

Destacou-se, além disso, por seu trabalho como mediador e enviado especial em várias frentes.

Defendeu o fim do apartheid na África do Sul e, nos anos 1990, foi nomeado enviado especial para a África na administração de Bill Clinton.

Por outro lado, seu encontro, em 2005, com o presidente venezuelano Hugo Chávez e, depois, sua presença em seu funeral, em 2013, renderam-lhe fortes críticas. Também participou de negociações para libertar reféns e prisioneiros americanos na Síria, no Iraque e na Sérvia.

*** Com informações de AFP.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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