Morreu nesta terça-feira (17), aos 84 anos, o símbolo da luta pelos direitos humanos nos Estados Unidos e “braço direito” de
Por meio das redes sociais, os parentes do ativista, candidato duas vezes à Presidência, afirmaram que ele faleceu “em paz”, cercado por familiares. Jesse Jackson será homenageado em uma cerimônia pública em
Em comunicado, a família afirmou que “sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas”. Companheiro de Martin Luther King nos anos 1960, o pastor batista deixa esposa e seis filhos.
O presidente dos EUA,
A causa da morte não foi revelada, mas o ativista havia anunciado, em 2017, que sofria da
Antes de
Nas redes sociais, Obama disse que Jackson “abriu o caminho” para que ele chegasse à Casa Branca. “Durante mais de 60 anos, o reverendo Jackson ajudou a liderar alguns dos movimentos mais significativos por mudança na história da humanidade”, acrescentou.
A ex-vice-presidente dos Estados Unidos,
História ao lado de Martin Luther King
Nascido Jesse Louis Burns, em Greenville, na Carolina do Sul, filho de uma mãe solteira adolescente e de um ex-boxeador profissional, Jackson teve uma infância difícil.
Sua mãe se casou mais tarde com outro homem, Charles Jackson, de quem adotou o sobrenome. “Não nasci com uma colher de prata na boca. Era uma pá o que estava previsto para minhas mãos”, declarou certa vez.
Jackson esteve presente em alguns dos principais episódios da longa luta pela igualdade racial nos Estados Unidos. Esteve ao lado de Martin Luther King, o maior líder da luta não violenta pelos direitos civis, no momento de seu assassinato, em Memphis, em 1968.
Também foi visto chorando de emoção, em silêncio, entre a multidão que celebrava a vitória de Barack Obama, em 2008.
Destacou-se, além disso, por seu trabalho como mediador e enviado especial em várias frentes.
Defendeu o fim do apartheid na África do Sul e, nos anos 1990, foi nomeado enviado especial para a África na administração de Bill Clinton.
Por outro lado, seu encontro, em 2005, com o presidente venezuelano Hugo Chávez e, depois, sua presença em seu funeral, em 2013, renderam-lhe fortes críticas. Também participou de negociações para libertar reféns e prisioneiros americanos na Síria, no Iraque e na Sérvia.
*** Com informações de AFP.