Itamaraty atualiza número de brasileiros mortos e desaparecidos na guerra entre Ucrânia e Rússia

Jovens costumam ser recrutados pela internet motivados por dinheiro, experiência ou até mesmo ‘glória’

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil atualizou o balanço de c idadãos brasileiros mortos em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. Segundo o Itamaraty, 23 brasileiros já perderam a vida no conflito e outros 44 estão desaparecidos. Os números têm base em informações repassadas pelos governos russo e ucraniano.

A pasta também observa que mais da metade dessas mortes, mais precisamente 12 delas, ocorreram apenas em 2025, superando o total registrado nos anos anteriores. O número de desaparecidos também aumentou no último ano.

O que brasileiros fazem por lá?

Um dos elementos que explica esse número é a presença de voluntários brasileiros que se deslocaram até a Ucrânia para integrar as forças combatentes do país. Jovens são atraídos por promessas de salário, experiência e até mesmo o sentimento de “glória” ou “justiça”.

A maioria dos voluntários brasileiros foram chamados por meio de anúncios nas redes sociais e páginas oficiais de recrutamento da Ucrânia. O país, inclusive, faz propagandas em português e diversos outros idiomas, pensadas para atrair estrangeiros.

O Itamaraty alerta que esses brasileiros enfrentam riscos extremos, tanto físicos quanto legais, incluindo a possibilidade de implicação penal no Brasil, caso sejam identificados como participantes de forças armadas estrangeiras em conflito.

A assistência consular, proteção do governo brasileiro em outros países, também pode ser limitada pelos termos dos contratos assinados por quem se alistou junto às forças ucranianas.

Contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia

A guerra entre Rússia e Ucrânia começou há quase quatro anos, em fevereiro de 2022, quando o governo russo, liderado por Vladimir Putin, bombardeou a capital e invadiu territórios na Ucrânia, intensificando um conflito político que já se arrastava desde 2014.

Desde então, o confronto se tornou um dos mais mortíferos na Europa em décadas, com estimativas de dezenas de milhares de mortos entre combatentes e um grande número de civis vítimas de bombardeios, ataques e deslocamentos forçados.

Leia também

Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ouvindo...