Apesar de nomes como o do senador
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se colocarem à disposição para disputar as
eleições em outubro deste ano como oposição ao presidente Lula (PT), o deputado federal
Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, nesta terça-feira (20), que o ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL) é o "único líder da direita” atualmente no Brasil.
A declaração foi feita durante discurso a apoiadores em um movimento apelidado pelo próprio parlamentar de “
caminhada da liberdade”, que saiu na segunda-feira (19) de
Paracatu, em Minas Gerais, com destino a Brasília.
O deputado pretende percorrer cerca de 240 quilômetros a pé para mobilizar manifestações previstas para ocorrer na capital federal no próximo domingo (25). A caminhada foi definida por ele como um protesto contra as condenações relacionadas aos
crimes de 8 de janeiro de 2023 e também em defesa de Bolsonaro, condenado pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
“
Estão tratando a direita como pessoas que não são mais pessoas. Isso aqui, acima de tudo, também é para pedir liberdade para Jair Bolsonaro, que é o único líder da direita que nós temos no nosso país”.
— disse aos apoiadores.
No segundo dia da caminhada,
Nikolas foi acompanhado por eleitores e também por colegas do Congresso, como os deputados André Fernandes (PL-CE) e Gustavo Gayer (PL-GO).
Prisão domiciliar para Bolsonaro
Em entrevista exclusiva à Itatiaia, Nikolas defendeu que o “primeiro passo” dos apoiadores do ex-presidente seja “lutar pela
derrubada do veto” do presidente Lula ao Projeto de Lei (PL) que reduz as penas dos condenados pelos atos golpistas — conhecido como
PL da Dosimetria.
Ele afirmou que tem conversado com o presidente da Câmara dos Deputados,
Hugo Motta (Republicanos-PA), para que a votação sobre a manutenção ou derrubada do veto seja pautada “o mais rápido possível”. “Sei que isso depende também do
Davi Alcolumbre [presidente do Senado], mas esse é o primeiro passo, até mesmo porque a redução das penas gera a redução do sofrimento”, exemplificou.
Veja o vídeo na íntegra:
Para a reportagem, o parlamentar voltou a defender a prisão domiciliar para
Bolsonaro, que atualmente está em uma ala separada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele disse que não seria “ingênuo” acreditar que o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes — relator do caso do ex-presidente — concederá liberdade irrestrita. Inicialmente, o pedido feito é de “prisão humanitária”.
“
Para que ele [Bolsonaro] possa ser cuidado, esteja com sua família e mantenha sua saúde mental em dia, porque não cometeu nenhum crime de tráfico, estupro ou tortura. Absolutamente nada. Foi um crime impossível que colocaram nas costas dele por conta de um revanchismo político”.
— declarou Nikolas.
Flávio, Caiado e Zema
Com Bolsonaro fora da cena e inelegível, o filho mais velho do ex-presidente, o senador
Flávio Bolsonaro, se colocou à disposição para disputar a presidência do Brasil em 2026, representando o pai.
Apesar de se declarar pré-candidato, outros nomes conhecidos do eleitorado conservador também pleiteiam o posto de oposição ao presidente Lula (PT), que pretende disputar a reeleição. Entre eles estão o governador de Minas Gerais,
Romeu Zema (Novo), e o de Goiás,
Ronaldo Caiado (União Brasil).