A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que o assessor do governo dos Estados Unidos Darren Beattie visite o ex-mandatário na prisão em Brasília. O pedido foi apresentado nesta terça-feira (10) ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.
Na petição, os advogados solicitam uma autorização excepcional para a visita fora dos dias regulares na Papudinha, onde Bolsonaro está detido. Segundo a defesa, Beattie estará em Brasília por um curto período em agenda oficial e, por isso, seria necessário ajustar o calendário para viabilizar o encontro.
O pedido prevê que a visita possa ocorrer no dia 16 de março (tarde), ou no dia 17 de março (manhã ou tarde), respeitando as regras de segurança e controle da unidade prisional. Os advogados também pediram autorização para que o visitante esteja acompanhado de um intérprete, argumentando que Bolsonaro não possui plena fluência em inglês.
A defesa afirma ainda que o próprio relator já admitiu, em decisões anteriores no processo, a possibilidade de ajustes pontuais no regime de visitas por razões administrativas ou operacionais.
Quem é Darren Beattie
Darren Beattie foi escolhido pelo governo do presidente Donald Trump para atuar como assessor sênior responsável por temas relacionados ao Brasil dentro do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Apoiador de Trump e próximo à famílai Bolsonaro, Beattie já fez críticas públicas ao ministro Alexandre de Moraes nas redes sociais, inclusive, classificando o ministro do STF de “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição” contra Bolsonaro. Na ocasião, o diplomata dos EUA em Brasília chegou a ser convocado ao Itamaraty para explicar os comentários.
Formado em matemática pela Universidade de Chicago e doutor em teoria política pela Universidade Duke, Beattie trabalhou como redator de discursos na Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, deixando a função em 2018. Ele também é fundador do site conservador Revolver News.
A autorização para a visita pedida pela defesa de Bolsonaro ainda depende de decisão do ministro Alexandre de Moraes.