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Enquete sobre PL do Aborto bate 1 milhão de votos no site da Câmara; maioria é contrária

Proposta que prevê pena de prisão de até 20 anos para quem provocar aborto em gestações acimda de 22 semanas deve ser votado nos próximos dias

Ato no MASP, em São Paulo,contra o Projeto de Lei (PL) 1.904/24, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio

A enquete hospedada no site da Câmara dos Deputados para reunir opiniões sobre o Projeto de Lei (PL) 1904/2024, chamado de ‘PL do Aborto’, que teve o regime de urgência aprovado nesta semana na casa, ultrapassou a marca de um milhão de votos neste domingo. Até o momento, 88% das opiniões sobre o texto dizem discordar totalmente do projeto.

São cerca 918 mil votos contrários até este domingo, contra 112 mil (12%) que dizem concordar totalmente com o texto proposto pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ, membro da bancada evangélica. A enquente está disponível neste link.

Leia mais: Lula diz que é contra o aborto, mas considera o PL uma ‘insanidade’

O texto gerou reações não só na internet, mas também em protestos que ocorreram em cidades como Brasília (DF), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG). Por outro lado, o PL ganhou o apoio da a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a atriz Cássia Kiss.

O projeto ainda não tem data para ser votado e aguarda a escolha de um relator. Conforme adiantado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a pessoa escolhida deverá ser uma mulher ‘moderada’, que não tenha ligação com partidos de esquerda ou de direita que tem posições abertas sobre o projeto.

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Na semana passada, a Câmara aprovou, de forma pouco transparente, a aprovação da urgência do texto - ou seja, sem passar pelo crivo das comissões temáticas da Casa. A proposta pode ir a plenário a qualquer momento.

Caso seja aprovado, o PL prevê pena de até 20 anos de cadeia para a mulher que cometer o aborto acima das 22 semanas de gestação, mesmo em casos autorizados pela atual legislação - em casos de estupro, risco para a vida da mulher ou anencefalia do feto.

A proposta ainda precisa ser analisada para ser aprovada na Câmara antes de seguir para o Senado e, só depois dessas etapas, ir para a sanção presidencial.


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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio