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Haddad x Campos Neto: Senado marca debate sobre taxa de juros

Encontro será no dia 27 de abril e também contará com presença de outras autoridades, como Simone Tebet e Armínio Fraga

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, irão debater sobre a taxa de juros no Brasil em uma sessão marcada para o dia 27 de abril no Senado Federal.

O requerimento para a sessão do debate “Juros, inflação e crescimento " foi proposto pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Além de Haddad e Campos Neto, outras autoridades da área econômica também participarão do encontro, como a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga e representantes de instituições como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT).

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“No caso do Brasil, os juros reais constantemente figuram entre os mais altos do mundo. Isso ocorre, em grande parte, devido às incertezas quanto à condução das políticas fiscal e monetária do país. Inseguranças a respeito, por exemplo, da dívida pública, âncora fiscal, reforma tributária e liberdade econômica afetam enormemente as expectativas quanto ao câmbio, a inflação e, consequentemente, os juros nacionais”, diz trecho do requerimento de Pacheco.

O debate sobre a taxa de juros no Brasil tem sido pauta de reclamações frequentes de integrantes do governo federal ao presidente do BC, Roberto Campos Neto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a dizer que os juros estão altos demais, o que impede o crescimento do país, mas descartou pedir a demissão de Campos Neto que, devido à autonomia do Banco Central, tem mandato até 2024. O PT também chegou a convocar a militância para pressionar o presidente do BC, o que não surtiu efeito.

A expectativa do governo, neste momento, é que a taxa básica de juros seja reduzida a partir da aprovação do arcabouço fiscal, conjunto de medidas fiscais do governo federal que substituirá o teto de gastos. No entanto, nesta quarta-feira (5), Campos Neto disse que a aprovação do arcabouço não condiciona à redução da taxa de juros.

“Não existe relação mecânica entre o arcabouço fiscal e a taxa de juros na forma como é colocada. O mais importante é como as medidas que estão sendo anunciadas afetam o canal das expectativas”, disse.

Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
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