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Flávio Bolsonaro volta a ligar governo Lula ao crime organizado após prisão de quadrilha que planejou atentado contra Moro

Declaração foi dada em sessão em que Sergio Moro falou sobre prisão de quadrilha ligada ao PCC presa após planejar um atentado contra ele.

Flávio Bolsonaro voltou a vincular governo Lula ao crime organizado

Durante sessão no Senado Federal, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a vincular o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao crime organizado. A declaração ocorre na sessão em que o senador Sérgio Moro (União-PR) fala sobre a prisão de uma quadrilha ligada ao PCC que planejou um atentado contra a sua vida.

“Os sinais do atual governo não são bons desde a campanha eleitoral. Eu sou do Rio de Janeiro e tenho propriedade para falar. Quando o candidato veste o boné com a sigla CPX, a mesma inscrição encontrada em fuzis apreendidos no Complexo do Alemão. Quando vê o ministro da Justiça com apenas dois carros no Complexo da Maré, lugar onde já morreram vários policiais. Qual a mensagem que isso para a população?”, afirmou.

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O primeiro episódio a que se refere o senador ocorreu no dia 12 de outubro, durante a campanha eleitoral, quando Lula cumpriu uma agenda de campanha no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte do Rio de Janeiro. Na ocasião, Lula usou um boné com a sigla “CPX”, que significa “Complexo” é utilizado por moradores e até por órgãos oficiais para se referir a determinadas regiões do Rio marcadas por abrigarem conjuntos de favelas, como o CPX Alemão, CPX Penha ou CPX da Maré.

Atentado contra Moro

O senador e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro (União Brasil), seria um dos alvos de uma facção criminosa que planejava desde o ano passado um atentado contra a vida de autoridades.

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O motivo da retaliação de membros da facção criminosa contra Moro, segundo os investigadores da Polícia Federal, foi uma portaria assinada pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, no dia 13 de fevereiro de 2019, que tornou mais rígidas as regras para visitas sociais aos presos em penitenciárias federais.

Moro assumiu o ministério do governo Jair Bolsonaro (PL) em janeiro de 2019 e prometeu endurecer as regras contra organizações criminosas.

De acordo com a norma editada por Moro naquele ano, as visitas em prisões federais passariam a acontecer somente em pátio de visitação, em parlatório (com a separação por vidro) e por videoconferência.

Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.