Durante sessão no Senado Federal, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a
“Os sinais do atual governo não são bons desde a campanha eleitoral. Eu sou do Rio de Janeiro e tenho propriedade para falar. Quando o candidato veste o boné com a sigla CPX, a mesma inscrição encontrada em fuzis apreendidos no Complexo do Alemão. Quando vê o ministro da Justiça com apenas dois carros no Complexo da Maré, lugar onde já morreram vários policiais. Qual a mensagem que isso para a população?”, afirmou.
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O primeiro episódio a que se refere o senador ocorreu no dia 12 de outubro, durante a campanha eleitoral, quando Lula cumpriu uma agenda de campanha no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte do Rio de Janeiro. Na ocasião, Lula usou um boné com a sigla “CPX”, que significa “Complexo” é utilizado por moradores e até por órgãos oficiais para se referir a determinadas regiões do Rio marcadas por abrigarem conjuntos de favelas, como o CPX Alemão, CPX Penha ou CPX da Maré.
Atentado contra Moro
O senador e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro (União Brasil), seria um dos alvos de uma facção criminosa que planejava desde o ano passado um atentado contra a vida de autoridades.
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O motivo da retaliação de membros da facção criminosa contra Moro, segundo os investigadores da Polícia Federal, foi uma portaria assinada pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, no dia 13 de fevereiro de 2019, que tornou mais rígidas as regras para visitas sociais aos presos em penitenciárias federais.
Moro assumiu o ministério do governo Jair Bolsonaro (PL) em janeiro de 2019 e prometeu endurecer as regras contra organizações criminosas.
De acordo com a norma editada por Moro naquele ano, as visitas em prisões federais passariam a acontecer somente em pátio de visitação, em parlatório (com a separação por vidro) e por videoconferência.